“[…] Certidão de Nascimento Nome: EUFRIDA RIBEIRO DOS SANTOS […] Data de nascmento por extenso: Dois de fevereiro de mil novecentos e trinta […] Municípido de nascimento e unidade da federação: Cumari-GO […] Filiação: JOAQUIM RIBEIRO DOS SANTOS, lavrador, natural de Igonaporea (Igarapava), estado de São Paulo; e de AMÉLIA DA SILVEIRA BRANQUINHO, natural de Ipameri, estado de Goiás, residente neste distrito de Cumari, estado de Goiás. Casados em Araguari, estado de Minhas Gerais. […]”
Ela se casou com Lázaro Claudino da Costa, filho de Perciliano Claudino da Costa e de Francisca Paula de Oliveira. Lázaro nasceu em 20 de julho de 1925 em Conceição da Aparecida-MG. Até então, não foram localizados os registros de batismo ou de nascimento civil na referida cidade, o que pode indicar que tenha nascido em outro município ou em alguma região próxima.
O casamento ocorreu aos 24 de dezembro de 1948 em Caturaí-GO. Na sua certidão2 de nascimento, pode-se ler:
“Certidão de Casamento
Nome atual dos cônjuges: Lázaro Claudino da Costa Eufrida Ribeiro da Costa (…) 1o Cônjuge Lazaro Claudino da Costa Data de nascimento 20 7 1925 Nacionalidade Brasileira (…) Municipio de naturalidade Conceição Aparecida – MG Gestor(es) Perciliano Claudino da Costa; Francisca Paula de Oliveira (…) 2o Cônjuge Eufrida Ribeiro dos Santos Data de nascimento 2 2 1930 Nacionalidade Brasileira (…) Municipio e naturalidade Cumari – GO Genitor(es) Joaquim Ribeiro dos Santos; Amélia da Silveira Branquinho (…) Data de celebração do casamento Não consta Regime de Bens Comunhão de bens Data do registro Vinte e quatro (24) de dezembro (12) de um mil e novecentos e quarenta e oito (1948) (…)”
Lázaro e Elfrida viveram por muitos anos na cidade de Rubiataba-GO, onde possuíam duas grandes fazendas, a primeira às margens do Córrego da Prata e a segunda no Coité. Eles depois venderam as fazendas e se mudarem para a cidade de Goianésia-GO.
Lázaro faleceu em 23 de maio de 2008 em Brasília-DF, com 82 anos de idade. No registro3 civil de óbito, pode-se ler:
“[…] Certidão de Óbito […] Certifico que aos 24 de maio de 2008, sob os números acima mencionados, do Livro de Registro de Óbitos deste Cartório, foi lavrado o óbito de: LÁZARO CLAUDINO DA COSTA Falecido aos vinte e três dias do mês de maio do ano de dois mil e oito […], Brasília-DF […] Natural de Conceição da Aparecida-MG […] Com 82 (oitenta e dois anos de idade), estado civil casado, Filho de PERCILIANO CLAUDINO DA COSTA e de FRANCISCA PAULO DE OLIVEIRA, Foi declarante: WILSON CLAUDINO DOS SANTOS […] Observação: Era eleitor em Goianésia-GO. Deixou bens a inventariar, não deixou testamento conhecido. Deixou nove (09) filhos a saber: […] WILSON 49 anos […] Deixou viúva a sra ELFRIDA RIBEIRO DA COSTA […] O declarante comparece na qualidade de filho do falecido […]”
Já Elfrida, faleceu aos 15 de maio de 2010, em Goiânia-GO com 80 anos de idade. No registro4 civil de óbito, pode-se ler:
“[…] Certidão de Óbito Nome ELFRIDA RIBEIRO DA COSTA […] Estado civil e idade Viúva, 80 anos Naturalidade Cumari-GO […] Filiação […] JOAQUIM RIBEIRO DOS SANTOS e AMÉLIA DA SILVEIRA BRANQUINHO Data e hora do falecimento Quinze de maio de dois mil e dez […] Local do falecimento Hospital Amparo, em Goiânia-GO”
Foram filhos de Elfrida Ribeiro dos Santos e Lázaro Claudino da Costa:
MARIA.
VALDIVA RIBEIRO DA COSTA.
VALDIVINA RIBEIRO DA COSTA.
MILTON CLAUDINO DA COSTA.
AMÉLIA RIBEIRO DA COSTA.
WILSON CLAUDINO DOS SANTOS.
AIRTON CLAUDINO DA COSTA.
ZILDA (Zildinha) CLAUDINO DA COSTA.
LEVI SANTOS COSTA.
DAVI CLAUDINO DA COSTA.
IZILMA CLAUDINO.
Capítulo II – Os Pais
Joaquim Ribeiro dos Santos e Amélia da Silveira Branquinho
“Aos 3 de novembro de 1886 baptizei JOAQUIM, nascido a 21 de dezembro de 1885, filho de Antônio Ribeiro dos Santos Sobrinho e Placedina Maria de Jesus. P.P. Christino Ribeiro dos Santos e Anna Claudina da Rocha. O Vigr.° Angelo Retralha.”
Amélia da Silveira Branquinho mais jovem (à esquerda) e com mais idade (à direita).
Joaquim se casou com Amélia da Silveira Branquinho, que, segundo relatos familiares, seria natural de Ipameri-GO. Ela era filha de José Bernardo Rangel e Maria Candida de Jesus (Capítulo III – Os Avós). No entanto, conforme o registro de óbito de Amélia e os registros de batismo dos quatro primeiros filhos do casal, tudo indica que ela era, na verdade, natural de Araguari-MG, embora até o momento não tenha sido encontrado a certidão de nascimento ou registro de batismo na referida cidade.
A informação de que teria nascido em Ipameri-GO não parece compatível com o fluxo migratório predominante entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás no final do século XIX e início do século XX. Naquele período, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro havia concluído apenas o trecho ligando o interior paulista a Araguari-MG. O prolongamento da linha até Goiás só seria finalizado após 1911, anos depois do suposto nascimento de Amélia em Ipameri-GO, o que torna menos provável uma migração anterior à conclusão desse trajeto ferroviário.
Outro fator que reforça a hipótese de que ela não tenha nascido em Ipameri-GO é o registro de casamento encontrado nos livros paroquiais da freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP, que estaria relacionado aos seus pais. No registro6 de casamento, pode-se ler:
“Aos 2 de Abril de 1883 com despença Apostolica, recebi em matrimonio a JOZÉ BERNARDES RANGEL e MARIA CANDIDA DE JESUS, ele filho dos finados Jozé Bernardes Rangel e Maria Lucinda da Silveira, e ella filha de João Damasceno Branquinho e D. Candida Maria da Silveira. Lhes dei as bençãos nupciaes […] forão testemunhas Jozé Francisco da Silveira e João Candido Branquinho […]”
Segundo relatos de familiares, Amélia teria sido filha única e perdido os pais ainda muito jovem, por volta dos quatro anos de idade. Após esse evento, teria sido criada por tios, cuja identidade permanece desconhecida.
No entanto, foram localizados diversos registros em Rifaina-SP e Araguari-MG relacionados a José Bernardes Rangel e sua esposa Maria Cândida (Angélica) de Jesus, supostos pais de Amélia. Entre esses documentos, destacam-se três registros de batismo de filhos do casal em Araguari-MG, o que indica que Amélia teve irmãos, contrariando, portanto, a tradição oral familiar que a descrevia como filha única.
Além disso, José Bernardes Rangel tinha uma irmã mais velha chamada Anna Angélica da Silveira, tia paterna de Amélia, casada com Silvestre de Mendonça Ribeiro. Essa família também migrou na mesma época de Igarapava-SP para a região de Araguari-MG. Curiosamente, Silvestre era tio-avô de Joaquim Ribeiro dos Santos, o futuro marido de Amélia, evidenciando uma conexão familiar anterior entre os dois cônjuges. Os filhos de Silvestre e Anna, por sua vez, aparecem como padrinhos e madrinhas de filhos de José Bernardes Rangel e Maria Cândida de Jesus, bem como de filhos do próprio casal Joaquim e Amélia. Tais vínculos reforçam não apenas a ligação de Amélia com a família Mendonça, como também corroboram a identificação de seus pais como José Bernardes Rangel e Maria Cândida de Jesus.
Portanto, embora os registros contradigam a ideia de que Amélia fosse filha única, a tradição oral sobre a perda precoce dos pais e sua criação por tios pode, de fato, ter fundamento, especialmente considerando que esses tios residiam na mesma região. Para confirmar essa hipótese, seria necessário localizar os registros de óbito de seus pais, que provavelmente faleceram após o ano de 1904, muito possivelmente na região de Araguari-MG.
A data do casamento entre Joaquim e Amélia teria sido por volta de 1904 e 1907, pois Joaquim aparece provavelmente solteiro como padrinho em alguns registros de batismo e a primeira filha do casal nasceria somente em 1908. Infelizmente, ainda não foi encontrado o registro nos arquivos paroquiais de Araguari-MG que comprove o local e a data exatos do casamento.
A vinda da família para Minas Gerais e Goiás
Há fortes indícios de que as famílias de Joaquim e Amélia tenham se mudado para Araguari-MG no final do século XIX. Nesse período, diversos registros paroquiais foram localizados na freguesia de Nossa Senhora da Cana Verde, atual Araguari-MG, relacionados a eles e a seus familiares.
A migração para o Triângulo Mineiro ocorreu em paralelo à expansão do sistema ferroviário da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, uma das principais responsáveis pela integração econômica e territorial entre o interior paulista e o sul de Minas Gerais. Fundada em 1872, a Companhia Mogiana foi criada para atender à crescente demanda do ciclo do café, ligando regiões produtoras ao porto de Santos.
Mapa das estradas de ferro da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Fonte: ASSEF – Associação dos Amigos da Estação Ferroviária de Franca.
A linha-tronco da ferrovia, partindo de Campinas-SP, chegou a Franca-SP em 1888 e, posteriormente, foi estendida até Araguari-MG em 1896, cruzando o Rio Grande pela cidade de Rifaina-SP. Três anos depois, em 1899, foi construído um novo ramal que cruzava as cidades de Ituverava-SP e Igarapava-SP, consolidando a presença da Mogiana na região.
Antiga estação ferroviária de Rifaina-SP. Fonte: Estações Ferroviárias do Brasil.Antiga estação ferroviária de Igarapava-SP. Fonte: Estações Ferroviárias do Brasil.
É provável que a mudança tenha ocorrido entre os anos de 1896 e 1904, aproveitando-se do tronco principal da referida ferrovia, que passava por Rifaina-SP. Esse cenário é especialmente plausível ao se considerar que a estação ferroviária de Igarapava-SP só seria inaugurada em 1905, quando grande parte da família já se encontrava em território mineiro.
A ferrovia não apenas facilitava o deslocamento de pessoas e o transporte de mercadorias, como também estimulava o desenvolvimento de novos centros urbanos, favorecendo a fixação de famílias em regiões até então pouco povoadas, como aparenta ter sido o caso dessa família.
Finalmente, com base nos registros de batismo dos primeiros filhos em Araguari-MG e nas certidões de nascimento dos demais filhos em Cumari-GO, é possível concluir que a mudança do casal de Araguari-MG para Cumari-GO ocorreu após o nascimento da filha Aracides.
Sabe-se, por meio de pesquisas nos arquivos do Recenseamento do Brasil realizado em 1920, que Joaquim já possuía uma propriedade no município de Catalão-GO, mais precisamente em Pirapitinga-GO. Essa informação está em consonância com os relatos familiares e com os documentos dos filhos mais novos, já nascidos no estado de Goiás.
Joaquim Ribeiro dos Santos faleceu no dia 2 de fevereiro de 1939, mesmo dia do aniversário da filha mais nova, em Inhumas-GO, com 53 anos de idade e não deixou testamento escrito. No momento de sua morte, o casal residia na fazenda Serra Abaixo, também em Inhumas-GO. Em sua certidão de óbito7, pode-se ler:
“(…) Certifico que, no livro numero Nove de registro de óbitos deste cartório a folhas numero V. 123 a 124, sob o termo numero 745, consta o de JOAQUIM RIBEIRO DOS SANTOS, do sexo masculino, de côr branca, com quarenta e nove annos de edade (na verdade tinha 53), natural de Igarapava, Estado de São Paulo, estado civil casado profissão lavrador, residia na Fazenda ‘Serra Abaixo’, neste Distrito de Inhumas-Goiaz, fallecido de Insuficiência cardio renal em dois de Fevereiro de mil novecentos e trinta e nove, às 15 horas, em domicilio próprio, neste Distrito de Inhumas: (?) filiação Antônio Ribeiro dos Santos e Placedina Angelica de Jesús, já falecidos, sendo sepultado no cemitério de Santana desta cidade de Inhumas, Estado de Goiaz. Foi declarante do óbito o cidadão Antônio Qualheto e atestantes Doutor José de Arimatés e Silva. O referido é verdade e dou fé. Cartório de Paz de Ihumas, 22 de Março de 1939. O Official do Registro Civil João Lôbo Filho”
Joaquim Ribeiro dos Santos teve processo de inventariado aberto aos 30 de março de 1939 em Inhumas-GO. As cópias dos documentos foram obtidas com um de seus netos. Em seu inventário8, pode-se ler:
“Por seu procurador e advogado abaixo assinado (procuração inclusa), dizem dona Amelia da Silveira Branquinho, por sí e como representante de seus filhos menores impub Orlandina Ribeiro dos Santos, Izaul Ribieiro dos Santos, Elfrida Ribeiro dos Santos e do menor pubere Leartino Ribeiro dos Santos, Dona Antonia da Silveira Ribeiro, José Ribeiro dos Santos, Macionil Bello de Oliveira, como cabeça do casal de sua mulher dona Maria Ribeiro dos Santos, João Borges de Araujo, cabeça do casal de sua mulher dona Aracy Ribeiro dos Santos e Antônio Ribeiro dos Santos, que no dia 2 de Fevereiro ultimo, em sua residencia na Fazenda denominada ‘Serra Abaixo’, neste Municipio, faleceu o seu marido e pai Joaquim Ribeiro dos Santos (…) sem haver deixado dispositivos testamentário e deixando bens a serem inventariados e partilhados. Assim, vem, com o devido acatamento; requerer a V. Excia. Que se digne de mandar tomar o compromisso de inventariante a primeira suplicante, na pessoa de seu procurador infra assignado seguindo o inventario os demais termos legais. (…) Inhumas, 24 de Março de 1939 (…)”
E o inventário continua:
“Aos dezesete dias do mês de Abril de mil novecentos e trinta e nove nesta Cidade de Inhumas, Termo do mesmo nome, Comarca de Etaberai, Estado de Goiáz (…) compareceu o solicitador Jorge Joaquim, procuradores da inventariante, e dos bens deixados por falecimento de Joaquim Ribeiro dos Santos, deu a (?) os que adeante se seguem:
Moveis: Um engenho de ferro estanho N.2, que ainda não esta montado. Uma taxa velha, pequena.
Serventes: Uma égua parida. Um cavalo de cella.
Imóveis: Uma pequena casa de morada aberta de telhas de madeira robusta e pau a pique, com quintal fechado a madeira branca e curral situada na fazenda Serra Abaixo neste município, havida por construção própria do inventariado. 70 alqueires de terras de cultura situados na fazenda Serra Abaixo neste Termo, havidos pelo inventariado por compra feita a Lizelizio Simoões de Lima e sua mulher, conforme escritura publica datada de quinze de Setembro de mil novecentos e trinta e sete, devidamente transcrita sob o numero novecentos e trinta e um do registro geral de imóveis deste Termo.
Em seguida disse o mesmo procurador solicitador Jorge Joaquim, que são somente estes os bens existentes e orientava dar à carregação qualquer outros que porventura tenha deixado de descrever e isto o faria antes do encerramento deste inventário. E para constar lavrei este auto que vai assinado pelo m.m. Juiz e pelo procurador do inventariante, do que dou fé. (…) “
Na avaliação dos bens, pode-se ler:
“Nós avaliadores abaixo assinador o primeiro publico e o segundo lavrado pelas partes interessadas, declaramos que em comprimento ao narrado texto, do Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz nos dirigimos a fazenda, e la encontrei a inventariante, Dona Amelia da Silveira Branquinho. Li o mandado e procedemos a avaliação:
1 Engenho de ferro n.2, velho. Avaliado em 800$–. 1 Taxa de ferro velha. Avaliada em 30:–. 1 Égua com um poltrinho, avaliado em 40:– 1 Cavalo velho, avaliado em 100:– 1 Casa de morada em pau a pic coberta a telhas e um curral, avaliado em 150:– 60 Alqueires de terra de cultora de 1a, avaliados em 360$000 o alqueire. 28:600– 10 Alqueires de terra de cultura de 2a, avaliados em 240$000 o alqueire. 2:400– Soma Rs:25–
E nada mais encontramos damos por terminado. Inhumas, 28 de Abril de 1939.”
Já Amélia, veio a falecer em 26 de dezembro de 1975 em Rubiataba-GO, sem deixar bens a inventariar, sendo a causa da morte natural. Em sua certidão9 de óbito, pode-se ler:
“Certidão de Óbito
Nome: Amélia da Silveira Branquinho […] Sexo: Feminino, Cor: Branca, Estado Civil e Idade: solteira, N/D do lar […] Naturalidade: Araguari-MG […] Residência e filiação: residente Município de Rubiataba/GO, filho(a) de José Bernardo Evangelho e Maria Silveira Branquinho. Data e hora do falecimento: vinte e seis de dezembro de mil novecentos e setenta e cinco às 21:30hs […] Local do falecimento: Em domicílio neste município de Rubiataba/GO. Causa da morte: natural Sepultamento […]: Cemitério local Declarante: Lázaro Claudino da Silva [..] Observações / Averbações: não deixou bens a inventarias. Deixou cinco filhos maiores. […]”
Foram filhos de Amélia da Silveira Branquinho e Joaquim Ribeiro dos Santos:
ANTÔNIA (ANTONINHA) DA SILVEIRA RIBEIRO (Tia Fia) nasceu no dia 10 de agosto de 1908 e foi batizada no dia 16 de setembro do mesmo ano, com o nome de Antoninha, em Araguari-MG. Foram padrinhos Saturnino de Mendonça Ribeiro e Rita Angélica da Silveira.
JOSÉ RIBEIRO DOS SANTOS nasceu no dia 27 de abril de 1910 e foi batizado aos 14 de agosto do mesmo ano em Araguari-MG. Foram padrinhos Antônio Jerônimo de Mendonça e Anna Rita de Jesus.
ANTÔNIO nasceu no dia 19 de novembro de 1911 e foi batizado em 22 de abril de 1912 em Araguari-MG. Foram padrinhos Joaquim Ferreira Godoy e Lulmira Mendes de Paula.
MARIA RIBEIRO DOS SANTOS nasceu no dia 3 de maio de 1913 e foi batizada em 15 de agosto do mesmo ano em Araguari-MG. Foram padrinhos Antônio Maranhão e Maria Candida de Deus.
ARACIDES RIBEIRO DOS SANTOS, nasceu no dia 15 de abril de 1915 e foi batida em 16 de agosto do mesmo ano em Araguari-MG. Foram padrinhos Bernardino Ferreira de Godoy e Rita Fernandes da Silva. Foi batizada com o nome de Maria (por engano ou proposital). Aracides foi casada com João Borges de Araújo. O casamento ocorreu no dia 27 de julho de 1935 em Cumari-GO.
ANTÔNIO RIBEIRO DOS SANTOS nasceu aos 19 de agosto de 1919 em Cumari-GO.
LEARTINO RIBEIRO DO SANTOS (Tio Fiico), nasceu aos 7 de outubro de 1922 em Cumari-GO.
OLANDA RIBEIRO DOS SANTOS, nasceu aos 20 de junho de 1924 em Cumari-GO.
ESAÚ RIBEIRO DOS SANTOS, nasceu aos 14 de janeiro de 1927 em Cumari-GO.
Por parte de pai, Antônio tinha um tio homônimo, Antônio Ribeiro dos Santos, que também residiu na região de Igarapava-SP. É possível que o uso do sobrenome Sobrinho tenha surgido como forma de distinguir o tio e sobrinho no convívio social e nos registros da época, prática relativamente comum em contextos onde nomes repetidos eram frequentes dentro da mesma família.
No ano de 1857, quando ainda tinha 7 anos de idade, foi agraciado na partilha dos bens do falecido pai, Domingos Ribeiro dos Santos. No documento10, pode-se ler:
“[…] Pagamento feito ao herdeiro Orphão ANTONIO para satisfação de sua legitima Paterna da quantia de Sete Centos e Cicoenta e Oito mil seis centos e onze reis que […] 10$000 Havera primeiramente o herdeiro orphão ANTONIO para pagamento de sua Legitima Paterna huma morda de ouro por dez mil reis […] 30$000 Havera mais hum Rozario de Ouro na quantia de terinta mil reis […] 6$000 Havera mais hum Taixo de Cobre na quantia de seis mil reis […] 2$500 Havera mais hum Catre na quantia de dois mil e quinhentos reis […] 12$000 Havera mais hum Seriguete na quantia de doz mil reis a margem […] 6$000 Havera mais hum Freio de ferro com Cabeção na quantia de seis mil reis […] 30$000 Havera mais huma Vaca com cria na quiatia de trinta mil reis […] 29$000 Havera mais huma Vaca com cria de nome Fidalga na quantia de vinte e nove mil reis […] 30$000 Havera mais hum Cavalo Larao na quantia de trinta mil reis […] 4$000 Havera mais hum par de Expora de ferro uvados na quantia de quatro mil reis […] 21$166 Havera mais na divida de José Machado de Paula da quantia de Cento e vinte reis a quantia de vinte e hum mil cento e sessanta e seis reis […] 450$000 Havera mais no Escravo Rafael avaliado por hum conto quatrocentos e cincoenta mil reis a quantia de quatro centros e cincoenta mil reis […] 127$945 Havera ultimamente mais na parte de Terras de Culturas e Campo de lavrar unidos ao […] avaliados por seis contos e setenta mil reis a quantia de Cento e vinte e sete mil e nove centos e quarenta e cinco reis […] E por esta maneiro haverão elles Ministro e Partidores por feito o pagamento de que fiz este termo […] “
Após o falecimento do pai, Antônio e seus irmãos ficaram sob a tutela do padratro Francisco Pacheco de Macedo. No início de 1870, o inventário de Domingos Ribeiro dos Santos registra que Francisco Pacheco de Macedo perdeu a tutela dos enteados (Antônio ainda era considerado de menor, apesar de ter cerca de 20 anos) em razão de maus-tratos e do uso indevido da herança pertencente aos meninos. O novo tutor nomeado foi o tio dos órfãos, José Silvestre de Souza. No documento11, pode-se ler:
“[…] Juizo de Orphãos de Janeiro de 1870
Chegando à mim conhecimento por informações de pessoas fidedignas que FRANCISCO PACHECO DE MACEDO, tutot de seus enteados, filhos do finado DOMINGOS RIBEIRO DOS SANTOS, não administra como deve a tutela nem só quanto aos bens, como quanto à pessoa dos orphãos, dispondo de algum daquelles, e maltratando `a estes com servicios. o removo da dita tutella e mando que seja estar fora prestar contas; e como em pessoa de José Silvestre de Souza, tio afim dos ditos orphãos concorrem todas as condições para se encarregar dessa tutella, o nomeio tutor e moando que seja este citar o juramento podendo tomar conta dos orphãos desde já e dos bens. depois que ao tutor prestar contas. Junta-se este aos auros do inventário do finado JOAQUIM RIBEIRO DOS SANTOS […]”
Em setembro do mesmo ano, logo após a troca da tutela, o inventário menciona uma petição feita por José Francisco de Mendonça ao então tutor para que fosse concedido alvará de licença para que Antônio pudesse se casar. No documento12, pode-se ler:
“[…] Certifico que em virtude do dispacho do Juiz de Orphãoes seguido uma petição que lhe foi entregue por JOSÉ FRANCISCO DE MENDONÇA a quem a entreguei para si Alvara de licença para o Tutor José Silvestre de Souza fazer Cazar o menor ANTONIO filho do finado DOMINGOS RIBEIRO DOS SANTOS o refirido é verdade e dou fé, Franca 11 de 9bro de 1870 […]”
O requisitor da petição acima era pai de Placedina Maria (Angelica) de Jesus, que viria a ser a futura esposa de Antônio. Ela era filha dele, José Francisco de Mendonça, e de Anna Angélica de Jesus (Capítulo IV – Os Bisavós). O casamento ocorreu em algum momento após a petição de 1871 e antes de 1874, ano estimado do nascimento da primeira filha do casal de que se tem notícia. Eles residiram na fazenda Cana Braba, nos arredores de Igarapava-SP.
A confirmação final sobre o parentesco de ambos veio do registro de nascimento civil do filho Pedro, nascido no ano de 1878 em Igarapava-SP. No registro13 de nascimento civil, pode-se ler:
“No Duzentos e Quarenta e Tres Aos oito de Dezembro de mil oitocentos e Setenta e oito nesta Villa de Santa Rita do Paraizo, comarca de Franca, Provincia de São Paulo, em meu Cartorio compareçeu ANTONIO RIBEIRO DOS SANTOS SOBRINHO em prezença das testemunhas abaixo assignadas declarou que no dia de Dezanove de Outubro do corrente anno em sua caza pelas onze horas do dia nasceu uma criança do sexo masculino, foi nascido na fazenda da Cana Braba, Filho legitimo de ANTONIO RIBEIRO DOS SANTOS SOBIRNHO e de sua mulher PLACEDINA MARIA DE JESUS, foi batizado com o nome de PEDRO, e por parte paterno DOMINGOS RIBEIRO DOS SANTOS e MARIA DE JESUS DO NASCIMENTO e por parte materna JOSÉ FRANCISCO DE MENDONÇA e ANNA ANGELICA DE JESUS, forão padrinhos Manoel da Silva Barboza Sobrinho e Dona Maria Angelica de Jesus do que para constar lavrei este termo e em que commigo assignarão o declarante e as testemunhas abaixo assignadas. Eu José Feliz da Silva Prado Escrivão do Juizo de Paz [?] José Feliz da Silva Prado Antonio Ribeiro dos Santos Sobro Ma André Ribeiro de Mendonça”
Assinatura de Antônio Ribeiro dos Santos Sobrinho no registro de nascimento civil do filho Pedro. Pode-se notar que a assinatura não é rustica ou mal feita, o que indica que Antonio teve boa alfabetização.
Além disso, como forma adicional de comprovação documental, no registro de casamento de sua filha primogênita, Maria Joanna de Jesus, informa que ela era parente em 3º grau e 2º grau misto de seu marido, Noé de Mendonça Ribeiro, filho de Jerônimo de Mendonça Ribeiro e Rita Angélica da Silveira. Pesquisas genealógicas indicam que ambos eram descendentes de André de Mendonça Ribeiro e de Silvéria Ferreira de Santo Antônio, sendo esse casal avós de Noé e bisavós de Maria Joanna de Jesus, o que comprova a informação contida no registro de casamento de ambos.
Antônio Ribeiro dos Santos Sobrinho veio a ser sepultado no dia 8 de março de 1889, em Igarapava-SP, com 35 anos de idade, tendo causa da morte uma febre intermitente. No seu registro14 de sepultamento, pode-se ler:
“Aos 8 dias do mez de Março (de 1889) foi sepultado ANTONIO RIBEIRO DOS SANTOS SOBRINHO, idade de 35 anos casado com D.a PLACEDINA MARIA DE JESUS. Não houve encomendação por não haver Padre; foi falecido de febre intermitente. O Secretario interino João Pereira Lima.”
Foram filhos de Placedina Angelica de Jesus e Antônio Ribeiro dos Santos:
MARIA JOANNA DE JESUS, que teria nascido por volta de 1874, se casou com Noé de Mendonça Ribeiro, filho de Jerônimo Mendonça Ribeiro e de Rita Angélica de Jesus. O casamento foi celebrado na igreja matriz de Santa Rita do Paraíso, em Igarapava-SP, aos 24 de novembro de 1888. O registro de casamento indica que eles tinham parentesco de consanguinidade de 3o grau, misto em 2o, significando que o ancestral comum era bisavô(ó) de um e avô(ó) do outro. Essa informação pode estar um pouco incorreta. É mais provável que eles tinham consanguinidade de 4o grau, misto em 3o.
ANNA, nascida aos 27 de outubro de 1876 e foi batizada aos 20 de novembro do mesmo ano em Igarapava-SP. Foram padrinhos Joaquim Paulino de Gouveia e D. Anna Esméria da Conceição.
PEDRO, nascido aos 19 de outubro de 1878 e foi batizado aos 8 de novembro do mesmo ano em Igarapava-SP. Foram padrinhos Manoel da Silva Barbosa Sobrinho e D. Maria Angelica de Jesus. Pedro veio a falecer de febre no dia 6 de abril de 1880 na fazenda Cana Braba, aos arredores de Igarapava-SP.
JOAQUINA, nascida aos 26 de outubro de 1880 e foi batizada aos 21 de novembro do mesmo ano em Igarapava-SP. Foram padrinhos José Francisco de Mendonça e Anna Angelica de Jesus, seus avós maternos.
CAROLINA, foi batizada aos 22 de novembro de 1883 em Igarapava-SP. Foram padrinhos João Antônio Vieira e Anna de Jesus.
PATRICIA, nascida por volta de 1887. Faleceu aos 5 de abril de 1888 em Igarapava-SP.
PETRONILA, nasceu por volta de janeiro de 1888 e foi batizada aos 4 de março de 1889, em Igarapava-SP. Foram padrinhos Joaquim Ribeiro dos Santos e Maria Joanna de Jesus.
O casamento foi realizado aos 2 de abril de 1883, na Igreja Matriz de Santa Rita do Paraíso, em Igarapava-SP. No registro15 de casamento pode-se ler:
“Aos 2 de Abril 1883 com despença Apostolica, recebi em matrimonio a José Bernades Rangel, e Maria Candida de Jesus, elle filho dos finados José Bernardes Rangel e Maria Lucinda da Silveira, e ella filha de João Damaceno Branquinho e D. Candida Maria da Silveira, lhes dei as bençãos nupciais (?) Testemunhas foram José Francisco da Silveira, e João Candido Branquinho. O Vigr.° Angelo Petralha.”
Após o casamento, José Bernardes Rangel e Maria Angélica de Jesus estabeleceram nos arredores de Rifaina-SP, região onde foram localizados registros de batismo de alguns afilhados do casal, o que evidencia seus vínculos comunitários e religiosos. No entanto, chama a atenção a ausência de registros de batismo de filhos próprios nesse período, algo atípico para a época. Era comum que, logo após o casamento, os casais tivessem filhos em intervalos regulares, frequentemente a cada dois anos, o que, neste caso, não se verificou.
Por volta de 1899, o casal migrou para o estado de Minas Gerais. Essa mudança provavelmente foi viabilizada pela Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, que, à época, havia recém-inaugurado o trecho ferroviário ligando o interior paulista a Araguari-MG.
É a partir desse momento que José Bernardes Rangel e Maria Angélica de Jesus começam a aparecer nos registros paroquiais da freguesia de Nossa Senhora da Cana Verde, atual Araguari-MG, sinalizando o início de sua fixação no território mineiro e o fortalecimento de sua presença na comunidade local.
Foram filhos de Maria Angélica de Jesus e de José Bernardes Rangel:
JERONYMO, nasceu aos 1 de agosto de 1899 e foi batizado aos 5 de novembro do mesmo ano. Foram padrinhos Américo de Mendonça Ribeiro e Maria Lucinda da Silveira.
IZAU, foi batizado aos 9 abril de 1901 e foi batizado no dia 21 de maio do mesmo ano. Foram padrinhos João Fernandes Rangel e Rita Candida do Nascimento.
JOSÉ PRIMO, nasceu aos 11 de janeiro de 1904 e foi batizado aos 31 de março do mesmo ano. Foram padrinhos Joaquim Ribeiro de Mendonça e Anna Angélica de Oliveira.
Capítulo IV – Os Bisavós
Domingos Ribeiro dos Santos e Maria de Jesus do Nascimento
“Aos doze de Abril de mil oito centos e trinta annos na Capela do Carmo o Padre Joze Joaquim Teixeita baptizou e poz os Santos Olios a DOMINGOS de doiz meses filho legitimo de JOAQUIM RIBEIRO DOS SANTOS e de JOAQUINA ROZA DA SILVEIRA. Padrinhos Joze Ferreira de Menezes e sua mulher Anna Roza da Silva todos desta Freguesia. O Vigr.o Encardo Manoel Coelho Vital”
Domingos se casou com Maria do Nascimento de Jesus, filha de pais ainda não identificados. O matrimônio provavelmente ocorreu por volta de 1849, pois em 1848 Domingos ainda aparece como solteiro no censo realizado em Franca-SP, e o primeiro filho do casal nasceria apenas por volta de 1850. Quanto ao local, é possível que a cerimônia tenha ocorrido em Igarapava-SP ou em Ituverava-SP, uma vez que não foi localizado nenhum registro de casamento em Franca-SP.
Assinatura de Domingos Ribeiro dos Santos
Domingos Ribeiro dos Santos faleceu aos 28 de outubro de 1856, sem deixar testamento. Na procura pelo registro de óbito, foi encontrado o registro seguinte que pode estar relacionado à Domingos. O problema é a data de sepultamento, que não corresponde com a data de falecimento informada pela sua esposa em seu inventário. No registro17 de sepultamento, pode-se ler:
“A vinte e seis de Janeiro de mil oito centos e sicoenta e oito sepultou-se no Cemiterio desta Freguesia DOMINGOS, cazado, que falecêo de molestia desconhecida com vinte e oito annos de idade: e para constar faço este assento. O Pe Zeferino Baptista Carmo”
Domingos teve seu inventário iniciado no dia 3 de março de 1857 em Franca-SP. O inventário está disponível no Arquivo Histórico da cidade, Processo 00007, Caixa 0065. No documento18, pode-se ler:
“Aos trez dias do mez de Março do anno de mil e oito centos e cincoenta e sete nesta Fazenda da Caxoeira Termo da Cidade da Dranca, em Caza de João Gomes Pinheiro onde se encontrava o Meritissimo Juiz Municipal de Orphões […] subistituto Capitão Joaquim […] Vieira adjunto Commigo Escrivão deram cargo ao diante nomeado sendo ahi prezente Dona MARIA DO NASCIMENTO DE JESUS, Viuva que ficou de DOMINGOS RIBEIRO DOS SANTOS, por lhe Meritho lhe foi deferido juramento nos Santos Evangelhos de baixo do qual lhe incarregou que declarau o dia em que tinha fallecido o dito tinventariado, se tinha feito alguma desposição inventoria, quaes erão os herdeiros que lhe havião ficado, o que lhe havião ficado, que idade tinhão, e que desse a corregação todos os bens tem a ocultar […] debaixo […] pagar o dobro da suia valhia […]. Sendo por ella aceite o dito juramento declarou que o sobre dito seu Marido DOMINGOS RIBEIRO DOS SANTOS tinha fallecido no dia Vinte e oito de Outubro do anno […] de mil oito Centos e Cincoenta e seis, sem Testamento algum deixandfo trez filhos cujos nommes […] declararia no Titulo de Herdeiros, e que prometia dar a Corregação todos os bens debaixo dos panos que lhe tinhão sido com encinados, de que fiz este Termos que assinou […] elle Ministo por ella ser mulher e não saber escrever […]
Título de Herdeiros
Cabeça do Cazal Dona MARIA DO NASCIMENTO DE JESUS Viuva do Difunto
Filhos 1 ANTONIO ide 7 a 2 Firmino ide 4 a 3 João ide 7 mezes […]”
E segue a declaração dos bens:
“A COMPLETAR”
E finalmente, o termo da partilha dos bens:
“A COMPLETAR”
Foram filhos de Maria de Jesus do Nascimento e Domingos Ribeiro dos Santos:
FIRMINO RIBEIRO DOS SANTOS, nascido por volta de 1853, pois tinha 4 anos de idade no ano de abertura do inventário do pai, em 1857. Ele veio a falecer no ano de 1872, como consta no processo do inventário do pai.
JOÃO RIBEIRO DOS SANTOS, nascido por volta de 1856, pois tinha 7 meses no ano de abertura do inventário do pai, em 1857.
Após o falecimento do marido, Maria do Nascimento de Jesus se casou novamente, dessa vez com Francisco Pacheco de Macedo. O casamento foi celebrado na Matriz de Santa Rita do Paraíso, em Igarapava-SP, aos 21 de setembro de 1857. No registro19 de casamento, pode-se ler:
“Aos vinte e um de Septembro de mil oito centos e sincoenta e sette nesta Igreja de Santa Ritta do Paraiso as sinco horas da tarde assisti o matrimonio, que contrahirão FRANCISCO PACHECO DE MACEDO e MARIA DO NASCIMENTO DE JESUS, viuva, sendo testemunhas Manoel Joaquim de Souza e Manoel Joaquim Ferreira, e para constar faço este assento. O Pe Zefirino Baptista Carmo”
Foram filhos de Maria do Nascimento de Jesus e Francisco Pacheco de Macedo:
MARIA JOANA DA SILVA, que se casou com Manoel da Silva Barboza Sobrinho, filho de Francisco da Silva Barboza e de Maria Justina de Jesus.
José Francisco de Mendonça e Anna Angélica de Jesus
“Aos vinte e sinco de Dezembro de mil oito centos e vinte oito annos nesta Matriz de Franca baptizei e pus os Sanctos Olios a JOZE de hum mez, filho legitimo de ANDRÉ DE MENDONÇA RIBEIRO e de SILVERIA FERREIRA DE SANCTO ANTONIO Padrinhos Zeférino Paula Silva e sua mulher Rita Angelica de Jesus todos desta freguezia. O Coadjor Manoel Coelho Vital”
No inventário21 de sua mãe, Silvéria Ferreira de Santa Antônio, do ano de 1863, pode-se comprovar com toda a certeza de que José era filho de André de Mendonça Ribeiro e da dita Silvéria Ferreira de Santo Antônio. No documento, pode-se ler:
“[…] Titulo de Herdeiros ANDRÉ DE MENDONÇA RIBEIRO com 63 annos de idade Filhos […] 5. JOSÉ FRANCISCO DE MENDONÇA = 35 annos Cazado[…]”
Assinatura de José Francisco de Mendonça.
José Francisco de Mendonça casou-se com Anna Angélica de Jesus, sua prima de primeiro grau, filha de Manoel de Mendonça Ribeiro (seu tio paterno) e de Maria Angélica de Jesus (sua tia materna). O casamento ocorreu provavelmente em Franca-SP, antes de 1862, já que nesse ano ele aparece como casado com Anna Angélica de Jesus no inventário de sua tia, Silvéria, mãe de Anna, no dito ano.
Em 1862, José de Mendonça Ribeiro e sua esposa Anna Angélica de Jesus foram agraciados no inventário do pai de Anna, Manoel de Mendonça Ribeiro, realizado no dito ano na cidade de Franca-SP. No documento22, pode-se ler:
“[…] Pagamto feito ao herdro JOSE FRANCO DE MENDÇA p cabessa de sua mer D. ANNA pa satifação de s. legta 1:615$587 Primeiramte no meio dotte que tem 425$000 Idem o que deve ao monte 12$000 Idem a madeira lavrada, no matto 30$000 Idem ultimate nas terras da Tarde da […] avaliadas p 9:000$ 1:148$588 Pago ao herdro 1:615$588 […]”
Já em 1863, José de Mendonça Ribeiro e sua esposa Anna Angélica de Jesus foram agraciados no inventário da mãe de José, Silvéria Ferreira de Santa Antônio, realizado no dito ano na cidade de Franca-SP. No documento23, pode-se ler:
“A COMPLETAR”
A partir do ano de 1874, José Francisco de Mendonça é mencionado em registros de batismo nos livros paroquiais da freguesia Santa Rita do Paraíso, em Igarapava-SP, referentes a pessoas escravizadas sob sua posse.
Em 1874, tem-se o registro de batismo de Senhorinha, liberta, filha de Innocência e de pai desconhecido. O padrinho foi André Ribeiro de Mendonça, pai de José. No registro24 de batismo, pode-se ler:
“Aos vinte, e sete dias do mez de MAio de mil oito centos, e setenta, e quatro, baptizei solenementem e puz os Santos Oleos a SENHORINHA liberta em virture da ley 2040, nascida aos sete dias do mez corrente, filha natural de INNOCENCIA, escrava de JOSÉ FRANCISCO DE MENDONÇA: foram padrinhos ANDRÉ RIBEIRO DE MENDONÇA e Rita Angelica de JEsus […]”
Em 1876, temos o registro de batismo de Salustiano, também filho de Innocência com pai desconhecido. No registro25 de batismo, pode-se ler:
“Aos dois de Julho de mil oito centos e setenta e seis nesta Matriz de Santa Rita do Paraiso, Bispado de São Paulo, baptizei e puz os Santos Oleos, a SALUSTIANO, nascido a oito de Junho, filho natural de INNOCENCIA criola escrava de JOSÉ FRANCISCO DE MENDONÇA: forão Padrinhos de Padua Ribeiro e Silveria Angelica de Jesus […] “
Em 1878, consta outro registro de batismo atribuído a Innocência, do filho Vicente, com pai desconhecido. No registro de batismo, pode-se ler:
“Aos 10 de Fro de 78 B.T. a VICENTE nascido a 11 de […] fo natural de INNOCENCIA escrava de JOZE FRANCO DE MENDONÇA forão P.P. Jeronimo de Mendonça Ribro e Rita Angelica da Silveira […]”
Nos anos seguintes, Innocência teve outros filhos com Silvério. É razoável supor que todos nasceram livres, em virtude da Lei do Ventre Livre26 , promulgada em 28 de setembro de 1871, ainda que a maioria dos registros de batismo não faça menção a essa condição.
De acordo com essa legislação, as crianças nascidas de mulheres em situação de escravidão após a promulgação da referida lei ficavam sob a responsabilidade dos senhores de suas mães, os quais eram obrigados a criá-las até os oito anos de idade. Ao completarem essa idade, o senhorpoderia optar por entregá-las ao Estado, mediante indenização, ou mantê-las sob sua tutela, usufruindo de seus serviços até que atingissem os 21 anos.
Em 1881, temos o registro de batismo de Francisco, filho de Silverio e Innocência, tendo como madrinha Anna Angélica de Jesus, mulher de José Francisco de Mendonça. No registro27 de batismo, pode-se ler:
“Aos 27 de Março de 1881, baptizei solente a FRANCISCO de 52 dias, preto, filho de SILVERIO e INNOCENCIA, escravos de JOZÉ FRANCISCO DE MENDONÇA. PP forão Joze Cipriano de Mendonça e ANNA ANGELICA DE JESUS. […]”
Em 1884, temos o batismo de Theodoro, filho do mesmo casal Silvério e Innocência. No registro28 de batismo, pode-se ler:
“Aos 4 de Maio de 1884 baptizei a THEODORO nascido a 27 de Abril, filho de SILVERIO e INNOCENCIA escravos de JOZÉ FRANCISCO DE MENDONÇA. PP. Manoel Borges Xavier e Maria Roza de Jesus […]”
Em 1884, temos o batismo de Theodoro, último filho conhecido do casal Silvério e Innocência. No registro29 de batismo, pode-se ler:
“Aos 7 de Maio de 1886 baptizei a PORFIRIO nascido a 24 de Fevereiro, pardo, filho de TIAGO e MARIA escravos de JOZÉ FRANCISCO DE MENDONÇA […]”
Anna Angélica de Jesus ainda era viva no ano de 1880, pois aparece como madrinha da neta Joaquina, filha de Antônio Ribeiro dos Santos Sobrinho e Placedina Maria de Jesus.
Já José Francisco de Mendonça, ele ainda era vivo no ano de 1886, como pode-se inferir de batismo de Theodoro, filho de Silvério e Innocência.
Foram filhos de Anna Angélica de Jesus e José Francisco de Mendonça:
RITA, nasceu aos 22 de agosto de 1863 e foi batizada aos 22 de setembro do mesmo ano em Igarapava-SP. Foram padrinhos Antônio de Paula Silveira e Bernardina Maria de Jesus.
CHRISTINO DE MENDONÇA RIBEIRO, nasceu no dia 30 de julho de 1865 e foi batizado aos 20 de agosto do mesmo ano na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos José de Mendonça Ribeiro e Anna Constância do Espírito Santo. Ele se casou com Maria Clara da Conceição.
JOÃO, nasceu no dia 5 de agosto de 1867 e foi batizado aos 26 do mesmo mês e ano na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos Joaquim Paula Coelho, da freguesia de Franca e Maria das Dores Alves Ferreira, moradora na freguesia de Batatais.
ANTÔNIO, nasceu no dia 19 de outubro de 1869 e foi batizado aos 15 de novembro do mesmo ano na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos José Francisco de Paula e Anna Roza de Jesus, todos da freguesia de Franca-SP.
JOSÉ, foi batizado aos 24 de junho de 1878 em Igarapava-SP. Foram padrinhos Joaquim Zeferino da Silveira e Zeolinda Ferreira de Barcellos.
JOAQUIM.
JOAQUINA.
MARIA.
José Bernardes Corrêa Rangel e Maria Lucinda da Silveira
José Bernardes Corrêa Rangel era natural da freguesia de N.S. da Conceição de Aiuruoca, Bispado de Mariana, atual Aiuruoca-MG. Ele foi batizado aos 18 de maio de 1812 na Igreja Matriz da cidade sendo filho de Manoel Corrêa Rangel e Maria Antonia do Sacramento (Capítulo V – Os Trisavós). No seu registro30 de batismo, pode-se ler:
“Aos dezoito de Maio de mil oito centos e doze annos nesta Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Aiuruoca, o Padre Francisco Joze Augustiniano baptizou e pôs os Sanctos oleos a JOZÉ, inocente, filho legitimo do Capitão MANOEL CORREA RANGEL, e de Dona MARIA ANTONIA DO SACRAMENTO: forão Padrinhos o Ajudante Bernardo Joze Pimenta, morador na Villa de Campanha, e Dona Maria Claudina Villela, casada com o Capitão José Esau dos Santos e para constar fiz este assento que assignei. O Vigr.o J.e de Abreu e S.”
Assinatura de José Bernardes Corrêa Rangel no ano de 1840.
O casamento foi celebrado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP, em 7 de janeiro de 1832, às dez horas da manhã. No registro31 do primeiro casamento, pode-se ler:
“Aos sete de Janeiro de mil oito centos e trinta e dois annos nesta Matriz de Franca as dez horas do dia feitas as admoestações Canonicas sem resultar em impemento algum com Palavras do Reverendo Vigario da Vara Joaquim Martins Rodrigues e em prezença do dito se receberão em Matrimonio com palavras de presente JOZE BERNARDES CORREIA, natural da Iuruoica, Bispado de Mariana, filho legitimo do Capitão MANOEL CORREIA RANGEL e Dona MARIA ANTONIO DO SACRAMENTO, e FRANCISCA ANGÉLICA DA SILVEIRA, natural de Congonhas do dito Bispado, filha legitima de FRANCISCO DE PAULA SILVEIRA e de LUCINDA FERREIRA DE BARCELOS, e logo lhes conferio as Benções Nupciais em forma de Ritual Romona. Testemunhas Heito Ferreira de Barcelos e Miguel Gomes Gaia, cazados todos desta Freguesia. O Vigario MAnoel Coelho Vital”
Francisca Angélica da Silveira veio a falecer aos 28 de janeiro de 1840, com 27 anos de idade, em Franca-SP. No seu registro32 de sepultamento, pode-se ler:
“Aos vinte e oito dias do mez de Janeiro de mil oitocentos e quarenta annos nesta Frequezia falecêo sem Sacramentos FRANCISCA ANGELICA DA SILVEIRA de idade vinte e sette annos cazada, com JOZE BERNARDES CORREIA RANGEL; seo corpo envolto em pano preto jaz no Simiterio da Soledade desta Freguezia. O Vigr.o Pedro Celestino Dias Fonsêca”
Inventário de Francisca Angélica da Silveira disponível em Franca-SP (1840), Processo 00031, Caixa 0167.
Foram filhos de Francisca Angélica da Silveira e José Bernardes Corrêa Rangel:
MARIA FRANCISCA DA SILVEIRA, nasceu aos 21 de fevereiro de 1835 e foi batizada aos 1 de março do mesmo ano, na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos Joaquim Silvério Correia e Silvéria Ferreira do Sacramento, todos de Franca-SP. Ela se casou com Antônio Alves Ferreira, filho de Dominicano Alves Ferreira e de Francisca Maria De Jesus. O casamento ocorreu aos 31 de maio de 1848 em Igarapava-SP.
DINAH CAROLINA DA SILVEIRA, nasceu aos 2 de agosto de 1835 e foi batizada aos 2 de outubro do mesmo ano, na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos Francisco de Paula Silveira e sua mulher Lucinda Ferreira de Barcellos, avós maternos. Se a data de nascimento contida no registro estiver exata, Dinah deve ter nascido prematura.
CAROLINA DINAH DA SILVEIRA, nasceu aos 15 de dezembro de 1837 e foi batizada aos 15 de abril de 1838, na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos Francisco de Arantes Marques e sua mulher Maria Joaquina do sacramento, da freguesia de Cana Verde. Ela se casou com Francisco de Arantes Marques.
BALBINA DINAH DA SILVEIRA, filha mais nova do casal, nascida por volta de 1839 e antes da morte de sua mãe.
Após a morte de sua primeira esposa em 1832, José Bernardes Corrêa Rangel se casou por uma segunda vez, agora com Maria Lucinda da Silveira, irmã de sua primeira esposa, filha de Francisco de Paula Silveira e Lucinda Ferreira de Barcellos (Capítulo V – Os Trisavós). Ela era natural de Franca-SP, nasceu aos 25 de outubro de 1822 e foi batizada no dia 25 de dezembro do mesmo ano na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. No seu registro33 de batismo, pode-se ler:
“Aos vinte e cinco do mez de Dezembro de mil e oito Centos, e vinta, e dois annos nesta Matriz da Franca baptizei, e puz os Sanctos Oleos a MARIA, de dois mezes, filha legitima de FRANCISCO DE PAULA E SILVA e LUCINDA FERREIRA DE BARCELLOS. Padrinhos Manoel de Mendonça Ribeiro e sua mulher Maria Angelia de Jesus, todos desta Freguesia.”
O casamento foi celebrado as onze horas da manhã do dia 25 de julho de 1840 na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. No registro34 do segundo casamento, pode-se ler:
“Aos vinte e sinco dias do mez de julho de mil oito centos e quarenta annos nesta Matriz da Franca feitas as Admoestações Canonicas e não havendo impedimento com provisão do Rev. digo pelas onze horas do dia em presença do Reverendo Manoel Coelho Vital de licença minha se receberão em Matrimonio os Contraentes JOZE BERNARDES RANGEL, viuvo por obito de FRANCISCA ANGELICA DA SILVEIRA sepultada no Simiterio da soledade desta Freguezia; e MARIA LUCINDA d’Oliveira, digo da SILVEIRA natural desta Freguezia filha legitima de FRANCISCO DE PAULA SILVEIRA e de LUCINDA FERREIRA DE BARCELLOS, e dei lhes as Benções Nupciais na forma do Ritual Romano sendo testemunhas presentes Manoel de Mendonça Ribeiro e Silverio Corrêa Rangel e para constar faço este assento. O Vigr.o Pedro Celestino Dias Foncêca.”
No censo de 1848 realizado na região de Franca, informa que José e a família moravam no 5o quarteirão. No documento35, pode-se ler:
“[…] 795 Joze Bernardes Correia Rangel 796 Maria Lucinda 797 Maria 798 Dina 799 Baldoina 800 Joaquina 801 Roldão 802 Candida 803 Francisco […]”
A partir de 1863, José Bernardes Corrêa Rangel aparece em diversos registros de batismo e casamento nos livros paroquiais da freguesia de Santa Rita do Paraíso, em Igarapava-SP, envolvendo pessoas escravizadas por ele e por outros, nas quais atuava como padrinho.
Em novembro 1863, temos o batismo de João, filho de Joaquim e Emerenciana. No registro36 de batismo, pode-se ler:
“Aos onze de Novembro de 1863 baptizei solenemente JOÃO de um mez filho de JOAQUIM e EMERENCIANA escravos de JOZE BERNARDES: forão Padrinhos Joze Joaquim Branquinho, e Maria Luiza. E para constar faço este assento. O Pe Zeferino Baptista Carmo”
No mesmo mesmo dia, temos o batismo de Maria, filha de Manoel e Leonor. No registro37 de batismo, pode-se ler:
“Aos onze de Novembro de 1863 baptizei solenemente MARIA de um mez filha de MANOEL e LEONOR escravos de JOZE BERNARDES CORREIA: forão Padrinhos Antonio Ignacio, e Maria Roza. E para constar faço este assento. O Pe Zeferino Baptista Carmo”
Em 1865, José Bernardes Corrêa Rangel é citado em um registro de casamento de Manoel e Angélica. No registro de casamento, pode-se ler:
“Aos dez de Septembro de 1865 nesta Igreja de Santa Rita do Paraíso […] contrairão MANOEL, e ANGELICA, escravos de JOZE BERNARDES CORRÊA RANGEL […]”
Em 1867, temos o batismo de Hermenegilda, filha de Joaquim e Emerenciana. No registro38 de batismo, pode-se ler:
“Aos sette de Julho de 1867 baptizei solenemente a HERMENEGILDA de dois mezes, filha de JOAQUIM, e EMERENCIANNA, escravos de JOZE BERNARDES CORREIA: PP. Michelino de Paula Silveira e Constancia Angelica da Silveira. E para constar faço este assento. O Pe Carmo”
Em 1885, já falecido, José Bernardes Corrêa Rangel é citado em um registro de casamento de Matthias Bernardes e Joaquina Rangel. No registro39, de casamento pode-se ler:
“Aos sete de Fevereiro de mil oito centos e oitenta e cinco, na Matriz da Franca […] receberam-se em matrimonio Matthias Bernardes e Joaquina Rangel; elle, escravo liberto pelo finado JOSÉ BERNARDES RANGEL, e ella escrava de Roldão Bernardes Rangel; aquelle, Africano, esta Brazileira. […]”
José Bernardes Corrêa Rangel e Maria Lucinda da Silveira faleceram antes de 1883, pois, constam falecidos na data do casamento do filho José.
Foram filhos de Maria Lucinda da Silveira e de José Bernardes Corrêa Rangel:
ROLDÃO BERNARDES DE ANDRADE (RANGEL), nasceu por volta de 1842. Ele se casou com Maria Francisca de Almeida, filha de João Venâncio de Moraes e de Maria de Almeida Ramos, aos 22 de novembro de 1862 na Igreja Matriz de Santa Rita do Paraíso, em Igarapava-SP. Ao que tudo indica, se casou uma segunda vez com, por volta de 1877, com Carolina Cândida Branquinho, filha de João Damasceno Branquinho (Júnior) com a sua primeira esposa, Anna Candida de Jesus. Roldão veio a falecer aos 14 de novembro de 1912, com 70 anos de idade, na cidade de Rifaina-SP.
JOAQUINA, nasceu aos 18 de agosto de 1846 e foi batizada no dia 1 de outubro do mesmo ano, na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP.
FRANCISCO BERNARDES RANGEL, nasceu aos 28 de fevereiro de 1847 e foi batizado no dia 28 de abril do mesmo ano, na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos Francisco de Paula Silveira, avô materno, e Maria das Neves de Jesus, casados, todos de Franca-SP. Ele se casou com Anna Francisca do Patrocínio, filha de Anna Candida das Neves e de pai desconhecido, aos 15 de junho de 1880 em Igarapava-SP.
ANNA ANGÉLICA DA SILVEIRA, foi batizado no dia 24 de junho de 1850, na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos João Damasceno Branquinho (Junior) e sua primeira esposa Anna Candida de Jesus, todos de Franca-SP. Ela se casou com Silvestre de Mendonça Ribeiro, filho de André de Mendonça Ribeiro e de Silvéria Ferreira de Santo Antônio, aos 31 de agosto de 1865, em Igarapava-SP. O casal migrou para Minas Gerais (Araguari-MG) em meados de 1899, junto com seu irmão, José Bernardes Rangel e família.
MARIA DA LUZ RANGEL, se casou com Michelino de Paula Silveira, filho de Antônio de Paula Silva e de Joaquina Angélica da Silveira, aos 23 de janeiro de 1872, em Igarapava-SP.
JOÃO FERNARDES (BERNARDES) RANGEL, nasceu aos 11 de outubro de 1863 e foi batizado no dia 11 de novembro do mesmo ano, na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos Roldão Bernardes de Andrade e Candida Maria da Silveira.
CAROLINA MARIA DA SILVEIRA, ela se casou com Magdaleno de Oliveira Soares, filho de João da Silveira Soares e de Maria do Carmo de Jesus, aos 14 de novembro de 1870, em Franca-SP.
João Damasceno Branquinho Júnior e Candida Maria da Silveira
“Aos dois dias do Mez de Agosto de mil e oito sentos e vinte hum O Rmo Andre Martin Ferra batizou solenemente a JOÃO inocente Filho legitimo do Capm JOÃO DAMACENO BRANQUINHO e Dona JOAQUINA ANTONIA DA SILVA. forão Padrinhos o Capm José Alves de Figueiredo e Candida Viceria Branquinho. E Para consta faço este asento que asigno. O Vigro Francisco de Paula Dinis”
Ele se casou primeiramente com Anna Candida de Jesus, nascida por volta de 1821 e provavelmente natural da região de Lavras-MG, onde também deve ter ocorrido o casamento, realizado antes de 1844. Anna veio a falecer de mal-estar interior com 36 anos, aos 19 de dezembro de 1857 em Igarapava-SP. No registro41 de sepultamento, pode-se ler:
“Aos dezenove de Dezembro de mil oito centos e sincoenta sette sepultou-se no Cemiterio desta Freguesia ANNA CANDIDA, cazada com JOÃO GOMES BRANQUINHO, que faleceo de Mal estar interior com trinta e seis annos de idade; para constar faço este assento. O Pe Zeferino Baptista Carmo”
Inventário de Anna Candida de Jesus disponível em Franca-SP (1858), Processo 291, Caixa 18.
Foram filhos de Anna Candida de Jesus e João Damasceno Branquinho:
ANNA RICARDA BRANQUINHO, nascida aos 7 de fevereiro de 1844 e foi batizada aos 5 de março de 1844 na igreja Matriz de Santo Antônio do Amparo, atual municipio mineiro de mesmo nome. Foram padrinhos Capitão João Damasceno Branquinho, avô paterno, e Mafalda Carolina da Silva. Ela se casou com Theodoro Venâncio de Carvalho, filho de Francisco Theodoro Venâncio de Carvalho e de Delfina Eleuteria de Oliveira e Cunha, aos 2 de agosto de 1858 em Franca-SP.
JOAQUINA CANDIDA BRANQUINHO, nasceu aos 20 de dezembro de 1845 e foi batizada aos 15 de janeiro de 1846 na Oratório da Boa Vista, freguesia de Sant’Anna de Lavras, Lavras-MG. Foram padrinhos o Alferes João Felisberto Rodrigues Lara e Joaquina Antonia da Silva, avó paterna. Ela se casou com Manoel Martins Ferreira Costa, filho de André Martins Ferreira Costa e de Ana Euzébia Carolina Diniz, aos 1 de maio de 1861 e, Igarapava-SP. Ela veio a falecer aos 26 de dezembro de 1910 em Pedregulho-SP.
MAFALDA CAROLINA BRANQUINHO, se casou com Francisco Alves Junqueira, filho de Antônio Glauceste Junqueira e de Ignácia Justina Alves, aos 16 de janeiro de 1865, na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foi o segundo casamento de Francisco.
MARIA CANDIDA BRANQUINHO, se casou com Augusto Cesário Ferreira de Souza, filho de João Batista de Souza Diniz e de Urbana Carolina Branquinho, aos 17 de outubro de 1866, na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP.
CAROLINA CANDIDA BRANQUINHO, nasceu aos 10 de fevereiro de 1854 e foi batizada aos 22 de março do mesmo ano na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos José Joaquim Gomes Branquinho e sua mulher Maria Luiza Branquinho, todos de Franca-SP. Ela se casou com Roldão Bernardes de Andrade, filho de José Bernardes Corrêa Rangel e Maria Lucinda da Silveira.
ANTÔNIA, nascida aos 19 de julho de 1856 e foi batizada aos 19 de novembro do mesmo ano na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos José Francisco da Silveira e Maria Joanna da Silveira.
Após a morte de sua primeira esposa Anna Candida de Jesus, João Damasceno Branquinho Júnior se casou com Candida Maria da Silveira, filha de José Bernardes Corrêa Rangel e Maria Lucinda da Silveira (Capítulo IV – Os Bisavós). Ela nasceu no dia 27 de julho de 1844 e foi batizada aos 17 de novembro do mesmo ano na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. No seu registro42 de batismo, pode-se ler:
“Aos dezasete de Novembro de mil oito centos e quarenta e quatro nesta Freguezia de Franca, O Reverendo Zeferino Baptista Carmo, baptizou e os Santos Oleos a CANDIDA de tres mezes e vinte e hum dias filha legitima de JOZÉ BERNARDES CORREIA RANGEL e MARIA LUCINDA DA SILVEIRA, Padrinhos Silverio Correia Rangel, e Maria Clementina de Castilha, cazados, todos desta Freguezia. O Vigr.o Joaqm Miz Roiz”
O casamento foi celebrado aos 19 de janeiro de 1858, as 10 horas da manhã, na Igreja Matriz de Santa Rita do Paraíso, em Igarapava-SP. No registro43 de casamento, pode-se ler:
“Aos dezenove de Janeiro de mil oito centos e sincoenta e oito nesta Igreja de Santa Ritta do Paraiso, pelas dez horas do dia assisti o matrimonio, que contrairão JOÃO DAMASCENO BRANQUINHO JUNIOR, viuvo, e CANDIDA CAROLINA DA SILVEIRA, e lhe dei as bençãos nupciais sendo testemunhas Antonio Correia Rangel e Camillo Joze Gomes; e para constar faço este assento. O Pe Zeferino Baptista Carmo”
A partir de 1872, João Damasceno Branquinho é mencionado em diversos registros nos livros paroquiais de Igarapava-SP e Rifaina-SP, em referência a pessoas por ele escravizadas.
No dito ano, temos o batismo de Ricardo, filho Marcolino e Januária. No registro44 de batismo, pode-se ler:
“Aos 24 de Junho de 1872 na Capella de Santo Antonio da Rifaina […] baptizou a RICARDO, nascido a treis de Abril do corrente, filho legitimo de MARCULINO, e JANUARIA, escravos e JOÃO DAMASCENO BRANQUINHO, por quem lhe foi feita, escrita a indicação do dia de nascimento e do baptizado livre […]”
No registro seguinte, no mesmo dia, mês e ano, foi batizada Dorothea, filha natural de Julia. No registro45 de batismo, pode-se ler:
“Aos 24 de Julho de 1872 na Capella de Santo Antonio da Rifaina […] baptizou a DOROTHEA, filha natural de JULIA, escrava e JOÃO DAMASCENO BRANQUINHO, por quem lhe foi feita a indicação de ter nascido o menino livre a 3 de Junho do corrente […]”
Um fato observado nos registros acima é que ambos os indivíduos já nasceram livres, em virtude da sanção da Lei do Ventre Livre26, de 28 de setembro de 1871. Embora os registros de batismo que se seguem tenham sido lavrados após a entrada em vigor da lei mencionada, não há neles menção explícita ao nascimento livre dos recém-nascidos. Ainda assim, é razoável supor que todas as crianças mencionadas também tenham nascido livres, conforme estabelecido pela legislação vigente à época.
Em 1875, temos o batismo de Gregório, filho de Januária, transcrito nos livros paroquiais de Igarapava-SP. No registro47, pode-se ler:
“Aos vinte, e oito de Fevereiro de mil oito centos, e setenta, e cinco na Capella da Rifana […] baptizou […] GREGORIO, prêto, nascido a onze do mesmo mez, filho natural de JANUARIA, escrava de JOÃO DFAMASCENO BRANQUINHO […]”
No mesmo ano e local, temos o batismo de Cecilia, filha de Faustino e Eva. No registro48 de batismo, pode-se ler:
“Aos quatoze de Outubro de mil oito centos e setenta e cinco nesta Matriz de S. Rita do Paraíso, baptizou […] CECILIA, filha legitima de FAUSTINO E EVA, escravos de JOÃO DAMASCENO BRANQUINHO, nascida aos 25 de Septembro deste anno […]”
Em 1878, temos o batismo de Jannacia, filha de Valentim e Delfina. No registro49 de batismo, pode-se ler:
“No mesmo dia, B.S. a JANNACIA nascida a 29 de 9bro […] f. le de VALENTIM e DELFINA, escravos de JOÃO DAMASCENO BRANQUINHO […]”
Em 1882, temos o batismo de Getrude, filha natural de Theodora. No registro50 de batismo, pode-se ler:
“Aos 13 de Agosto de 1882 baptizei a GERTRUDE, de 20 dias preta filha de THEODORA, escrava de JOÃO DAMASCENO BRANQUINHO […]”
No mesmo ano de 1882, temos o óbito de Luzia, que foi casada com Joaquim. No registro51 de sepultamento, pode-se ler:
“Aos 4 de Julho de 1882 falleceu LUZIA escrava de JOÃO DAMASCENO BRANQUINHO, cuja escrava era cazada com JOAQUIM e foi sepultada no Cemiterio de S. Antonio de Rifaina […]”
Em 1883, temos o batismo de Leocádio, filho de Faustino e Eva. No registro52 de batismo, pode-se ler:
“Aos vinte e cinto de Dezembro de mil oito centos e oitenta e três, baptizou […] LEOCADIO, de idade de vinte e trez dias, filho legitimo de FAUSTINO, e EVA, crioulos, escravos de JOÃO DAMASCENO BRANQUINHO […]”
Em 1888, temos o casamento de Pedro e Marcia. No registro53 de casamento, pode-se ler:
“Aos vinte e quatro de Junho de mil oitocentos e oitenta e oito, na Capella Curada de S. Anto da Rifaina, pelas duas horas da tarde, […] receberão em matrimonio por palavras de presente, PEDRO FER.A e MARCIA FELIZARDA DE JESUZ, aquele viuvo por obito de sua mulher RITA, ex escravo de JOÃO DAMASCENO BRANQUINHO, esta ex esca de Joana Maria de Jesus. […]”
Foram filhos de Candida Carolina da Silveira e João Damasceno Branquinho:
JOAQUINA ANTÔNIA BRANQUINHA, nasceu aos 11 de agosto de 1863 e foi batizada aos 11 de novembro do mesmo ano em Igarapava-SP. Foram padrinhos José Bernardes Corrêa Rangel, avô materno, e Joaquina Antônia da Silva. Ela se casou com Leopoldo Alves Ferreira, filho de Antônio Alves Ferreira e de Maria Francisca da Silveira, aos 6 de outubro de 1880 em Igarapava-SP.
JOSÉ, nasceu aos 26 de julho de 1865 e foi batizado aos 26 de outubro do mesmo ano em Franca-SP. Foram padrinhos José Joaquim Gomes Branquinho e de Maria Luiza Branquinho, todos de Franca-SP.
JOAQUIM, nasceu aos 5 de março de 1868 e foi batizado aos 5 de julho do mesmo ano em Franca-SP. Foram padrinhos José Joaquim Gomes Branquinho e de Maria Luiza Branquinho, todos de Franca-SP. Foram padrinhos por procuração Antônio Alves Ferreira e sua mulher Maria Francisca da Silveira.
ANNA CANDIDA BRANQUINHO, nascida por volta de 1875, muito provavelmente natural de Franca-SP ou Rifaina-SP. Ela se casou com Joaquim José de Godoy, viúvo por falecimento de Dolores Nunes Nogueira, no ano de 1893 em Ipameri-GO.
ANTÔNIO, nasceu aos 10 de março de 1878 e foi batizado aos 6 de maio do mesmo ano na Capella de Santo Antônio de Rifaina-SP. Foram padrinhos Francisco Bernardes Rangel e Rosalina Maria do Carmo.
CANDIDA, foi batizada aos 13 de junho de 1882 na Capela de Santo Antônio de Rifaina-SP. Foram padrinhos Miguelino de Paula Silveira e Maria Candida Branquinho. Ela se casou com João Antônio de Paula, filho de Francisco Antônio de Paula e Silveria Rita de Jesus, aos 20 de janeiro de 1902 em Igarapava-SP.
Capítulo V – Os Trisavós
Joaquim Ribeiro dos Santos e Joaquina Rosa da Silveira
Joaquim Ribeiro dos Santos era natural da freguesia do Inficionado, Bispado de Mariana, atual município de Santa Rita Durão-MG. Seu registro de batismo foi localizado nos livros paroquiais da Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Mariana-MG, à qual a referida freguesia era então subordinada. Ele foi batizado aos 12 de junho de 1796 e era filho de José Ribeiro dos Santos e Joanna Umbelina Rosa (Capítulo VI – Os Tetravós). No seu registro54 de batismo, pode-se ler:
“Aos doze de Junho de mil Sette Centos e noventa e Seis de Licença o Pe Mel Frco da Conceição baptizou e poz os Santos Oleos em JOAQUIM parvulo filho legitimo de JOZE RIBRO DOS SANTOS, e de JOAQUINA UMBELINA ROZA, foi madrinha Marcelina Roza de Jesus de que fiz este assento. O Coad Anto João Roiz Pimentel”
Assinatura de Joaquim Ribeiro dos Santos.
Ele se casou com Joaquina Rosa da Silveira, nascida por volta de 1802, pois, tinha 14 anos em 1816, ano que foi realizado o inventário do pai. Ela era natural da freguesia de Congonhas do Campo, Bispado de Mariana, atual município de Congonhas-MG. Ela era filha de Francisco de Paula e Silva e Maria Joanna da Silveira (Capítulo VI – Os Tetravós). O casamento foi celebrado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP no dia 16 de janeiro de 1822, ao meio-dia. No registro55 de casamento, pode-se ler:
“Aos dezaseis do mez de Janeiro de mil oito centos e vinte dois annos nesta Matriz da Franca ao meio dia feitas as ? canonincas sim impedimento algum com Provizão do Reverendo Vigádio da Cura Joaquim Martins Rodrigues, e na presença do Reverendo Manuel Gonçalves Cintra de licença minha receberão em Matrimonio por palavras de prezente JOAQUIM RIBEIRO DOS SANTOS, natural da Freguezia do Inficionado, Bispado de Marianna, filho legitimo de JOZE RIBEIRO DOS SANTOS, e de JOANNA UMBELINA ROZA, e JOAQUINA ROZA DA SILVEIRA, natural da Freguesia de Congonhas do Campo do mesmo Bispado, filha legitima do Alferes FRANCISCO DE PAULA E SILVA, falecido, e de MARIA JOANNA DA SILVEIRA, e logo lhes confirio as Benções Nupciais na forma do Ritual Romano. Forão testemunhas o Reverendo Miguel Martins de Souza e Joze de Paula Silva, cazado, todos desta Freguesia. O Vigro Joaqm Miz Rz”
Joaquim e sua família aparecem no censo de 1824 realizado em Franca-SP, logo após o casamento dos dois. No documento56, pode-se ler:
“JOAQUIM RIBRO DOS STOS | 30 | C | B Mer JOAQUINA ROZA | 25 | C | B Fos Maria | 3 | S | B Anna | 1 | S | B Escos Romana Cra | 20 | S | N”
Já no ano de 1848, Joaquim e sua família, dessa vez mais numerosa, são mencionados novamente no censo realizado na região de Franca-SP. No documento57, pode-se ler:
“[…] JOAQUIM RIBEIRO DOS SANTOS JOAQUINA ROZA DE OLIVEIRA FRANCISCO RIBEIRO DOMINGOS RIBEIRO JOAQUIM RIBEIRO JUNIOR BALBINA MARIA JOSÉ RIBEIRO JOSÉ MANUEL NETO ANTONIO RIBEIRO MOYSÉS RIBEIRO MARIA THEREZA JOZE ALEXANDRINA […]”
O fato importante extraído do último censo foi que Joaquim já não estava casado com Joaquina Rosa da Silveira e sim com Joaquina Francisca (Rosa) de Oliveira. Isso se deve ao fato de que Joaquina Roza da Silveira, sua primeira esposa, veio a falecer aos 26 de abril de 1845, segundo consta em seu inventário, iniciado no dia 25 de setembro do mesmo ano, documetno esse disponível no Arquivo Histórico da cidade de Franca-SP. No documento58, pode-se ler:
“A COMPLETAR”
E segue a descrição dos bens:
“A COMPLETAR”
E por fim, a partilha dos bens:
“A COMPLETAR”
Foram filhos de Joaquina Rosa da Silveira e Joaquim Ribeiro dos Santos:
MARIA JOANNA DA SILVEIRA, nascida por volta de 1822. Ela se casou com seu primo de primeiro grau, José de Paula e Silva Leão, filho de Manoel de Paula e Silva e de Francisca Antônia Xavier, aos 10 de janeiro de 1841, na Igreja Matriz de Igreja Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP.
ANNA ROSA DA SILVEIRA, nasceu aos 2 de junho de 1823 e foi batizada aos 24 do mesmo mês e ano na Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos João de Paula e Silva, viúvo, e Joanna Umbelina Rosa, avó paterna, todos de Franca-SP. Ela se casou com Gabriel Nogueira Villela, filho de José Machado Baptista e de Maria Clara Gonçalves Nogueira, aos 5 de novembro de 1839, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP. Faleceu antes de 1845, como consta no inventário da mãe, no dito ano.
MANOEL RIBEIRO DOS SANTOS, nasceu aos 27 de fevereiro de 1826 e foi batizado aos 27 de março do mesmo ano na Capela do Carmo, Franca-SP. Foram padrinhos Zeferino de Paula e Silva e Thomázia Angélica da Silva, solteiros. Ele se casou com Anna Rosa da Silveira, filha de Manuel de Paula e Silva e de Francisca Antônia Xavier, aos 29 de maio de 1844, na capela do Carmo em Missões, Franca-SP.
FRANCISCO RIBEIRO DOS SANTOS, nasceu por volta de 1828 (tinha 17 anos em 1845, ano do inventário de sua mãe). Ele se casou primeiramente com Joanna Florinda da Silva. Ele se casou em seguida com Maria Ferreira de de Menezes, filha de José Jacob Ferreira e de Maria Ferreira de Menezes, aos 8 de maio de 1862 na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP.
JOAQUIM RIBEIRO DOS SANTOS, nascido aos 23 de fevereiro de 1832 e foi batizado aos 23 de abril do mesmo ano, na Capela do Carmo, Franca-SP. Foram padrinhos Vicente Gomes Pinheiro e sua mulher Francisca Angélica da Silva, todos de Franca-SP. Ele se casou com Mariana Claudina (Clara) de Jesus.
MARIA THEREZA, foi batizada aos 30 de março de 1834 na Capela do Carmo, Franca-SP. Foram padrinhos Francisco Rodrigues da Costa e Victoria Alves de Figueiredo, todos de Franca-SP.
BALBINA, nascida aos 9 de abril de 1835 e foi batizada aos 9 de maio do mesmo ano na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos Joaquim Gomes Pinheiro e sua mulher Maria Joanna da Silveira, todos de Franca-SP.
JOSÉ RIBEIRO DOS SANTOS, foi batizado aos 11 de janeiro de 1841 na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos José Ribeiro dos Santos e Maria Joanna.
ANTÔNIO RIBEIRO DOS SANTOS, nasceu aos 2 de novembro de 1841 e foi batizado aos 2 de fevereiro de 1842 na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos Manoel de Paula e Silva e sua mulher Francisca Antônia Chavier. Ele se casou com Hipólita Maria dos Anjos Figueiredo, filha de José Calazans de Figueiredo e de Maria Victória de Figueiredo. Antônio veio a falecer aos 3 de dezembro de 1899, em Guará-SP.
MOYSÉS, que nasceu aos 10 de janeiro de 1844 e foi batizado aos 28 do mesmo mês e ano na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos o Capitão Antônio Theodoro de Carvalho e sua mulher Dona Maria Vicência de Jesus. Ele se casou com Maria de Paula da Silveira, filha de José de Paula e Silva e de Maria Joanna da Silveira.
Portanto, após a morte de sua primeira esposa em 1845, Joaquim Ribeiro dos Santos se casou com Joaquina Francisca (Rosa) de Oliveira, natural de Uberaba-MG, filha de Joaquim Angelo da Silva e Oliveira e de Rita Soares de Azevedo. Ela foi batizada aos 18 de março de 1827 na Igreja Matriz de Uberaba-MG. No registro59, pode-se ler:
“Aos dezoito de Março de mil oito centos e vinte e sete nesta Matriz de Uberaba baptizei solenemente a JOAQUINA innocente, filha legitima de Joaquim Angelo da Silva e Rita Soares de Azevedo. Foram padrinhos Manoel Soares de Azevedo e Joanna Fernandes d’Oliveira. O Vigario Antonio José da Silva”
Existe um Auto de Justificação disponível no Arquivo Histórico Municipal de Franca-SP (caixa 15, pacote 04, n. 06), referentes à Joaquim Ribeiro dos Santos e Joaquina Rosa da Silveira:
Isso indicaria que o casamento ocorreu muito provavelmente no ano de 1845. Além disso, Joaquim já aparece casado com a nova esposa em um registro de batismo de uma de suas netas, sendo padrinho da mesma, filha de Manoel Ribeiro dos Santos e Anna Rosa da Silveira.
Joaquim Ribeiro dos Santos veio a falecer antes de 1857, pois, consta no inventário de Maria Joana da Silveira, sua sogra, do dito ano, que já era falecido. No documento60, pode-se ler:
“[…] Manoel Ribeiro dos Sanctos, Francisco Ribeiro dos Sanctos, Joaquim Ribeiro dos Sanctos, Antonio, Moyzés, e Jozé menores de quartorze annos filhos dos fallecidos JOAQUIM RIBEIRO DOS STOS e sua mulher JOAQUIM ROZA DE JESUS, filha da finada inventariada […]”
Foram filhos de Joaquina Francisca de Oliveira e de Joaquim Ribeiro dos Santos:
A COMPLETAR
André de Mendonça Ribeiro e Silvéria Ferreira de Santo Antônio
André de Mendonça Ribeiro nasceu por volta de 1800 e era natural da freguesia de Bambuí, atual Bambuí-MG, como consta no registro de seu casamento. Entretanto, pode ser que seja natural da região de Candeias-MG, onde foram encontrados registro de batismo de dois de seus irmãos. Ele era filho de Theodósio de Mendonça Ribeiro e Rosa Maria de Jesus (Capítulo VI – Os Tetravós).
Ele se casou com Silvéria Ferreira de Santo Antônio, filha de Heitor Ferreira de Barcelos e Anna Angélica de Jesus (Capítulo VI – Os Tetravós). O registro de casamento apresenta certa ambiguidade quanto à naturalidade de Silvéria. Embora seja possível interpretar que ela tenha nascido na mesma freguesia do marido, Bambuí, no Bispado de Mariana, é mais provável que o pároco apenas tenha omitido a informação exata, dando a entender que ela era de outra freguesia, mas pertencente ao mesmo bispado.
Já no registro de casamento de sua irmã Maria com Manoel de Mendonça Ribeiro, irmão de André de Mendonça Ribeiro, consta que Maria era natural da freguesia de Santo Antônio da Casa Branca. Dessa forma, é plausível supor que Silvéria também fosse natural dessa região, igualmente vinculada ao Bispado de Mariana.
O casamento ocorreu aos 17 de fevereiro de 1817 na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP. No registro61 de casamento, pode-se ler:
“Aos dezasette do mez de Fevereiro de mil oitocentos de dezasette annos nesta Matriz de Franca as nove horas do dia feitas as Admoestaçõens Canonicas sem resultar impedimento algum com Provizão do Reverendo Vigario da Vara Joaquim Matrins Rodrigues em prezença do Reverendo Manoel Golçalves Cintra de licença minha se receberãop em Matrimonio por palavras de prezentes ANDRE MENDONÇA RIBEIRO, natural da Freguersia de Bambuhy, Bispado de Marianna, filho legitimo de THEODOZIO DE MENDONÇA RIBEIRO, e de ROZA MARIA DE JESUS, e SILVERIA FERREIRA DE SANTO ANTÔNIO, natural da Freguesia do mesmo Bispado, filha legitima do Alferes ETOR FERREIRA DE BARCELLOS, e de ANNA ANGELICA DE JESUS, e logo lhes conferio as Bençoes Nupciais na forma do Ritual Romano. Forão Testemunhas o Alferes Joze Ferreira de Menezes e Vicente Borges Talluros, cazados todos desta Freguesia. O Vigro Joaqm Miz Roz”
Assinatura de André de Mendonça Ribeiro.
No ano de 1824, André e sua família são mencionados no censo do respectivo ano (alguns filhos não foram mencionados, muito provavelmente por erro do escrivão). No documento62, pode-se ler:
“ANDRE DE MENDONÇA RIBRO | 30 | C | B Mer SILVEIRA FERRA | 30 | C | B Fos João | 2 | S | B Antonio | 1 | S | B Andre | 1 | S | B Anna | 6 | S | B Maria | 8 | S | B Escos Domingos Banga | 40 | C | N Maria Banga | 23 | C | N”
A partir de 1854, André de Mendonça Ribeiro é mencionado em diversos registros nos livros paroquiais de Igarapava-SP, em referência a pessoas por ele escravizadas.
Em 1854, veio a falecer Silveria de 50 ano de idade. No registro63 de óbito, pode-se ler:
“Aos vinte sinco de Agosto de mil oito centos e sincoenta e quatro sepultou-se no Cemiterio SILVEIRA, crioula, escrava de ANDRÉ DE MENDONÇA RIBEIRO, que faleceo de molestia interior com sincoenta annos de idade […]”
Em 1865, Julião e Theodora contraíram matrimônio. O casamento foi realizado aos 20 de agosto de 1865 na Igreja Matriz de Santa Rita do Paraíso, atual Igarapava-SP. No registro64 de casamento, pode-se ler:
“Aos vinte de Agosto de 1865 nesta Igreja de Santa Ritta do Paraíso as onze horas da manham procedendo as diligencias do ? assisti o matrimonio, que contrahirão JULIÃO, e THEODORA, esvravos de ANDRÉ DE MENDONÇA RIBEIRO, e lhes dei as benções nupciaes em presença das testemunhas, que abaixo assignarão. E para consta faço este assento. O Pe Zeferino Baptista Carmo Theodozio de Mendonça Ribeiro Francisco Bernardes da Silva Bueno”
Em 1867, podemos ver o de Vicência, filha de Thomazia com pai desconhecido. No registro de batismo, pode-se ler:
“A quatro de Agosto de 1867 baptizei solenemente a VICENCIA de vinte dias, filha de Thomazia escrava de ANDRE RIBEIRO DE MENDONÇA; foram Padrinhos Antonio Zefirino de Paula, e Bernardina Maria de Jesus. E para consta faço este assento. O Pe Zeferino Baptista Carmo”
Em 1876, podemos ver o batismo de Urias, filho natural de Innocência. No registro65 de batismo, pode-se ler:
“Aos seis de Janeiro de mil oito centos e setenta e seis, nesta Matriz de S. Rita baptizei solemnemente a URIAS, filho natural de INNOCENCIA, esvrava de ANDRÉ RIBEIRO DE MENDONÇA, com vinte e um dias de idade; forão padrinhos Joaquim Lins Barboza e Joaquina Angélica de Jezus. Para consta faço este assentamento. Patocho Pe Antonio Gomes Xavier”
Silvéria veio a falecer de hidropisiacom idade de 70 anos. O enterro foi realizado no cemitério de Igarapava aos 12 de agosto de 1863. No seu registro66 de sepultamento, pode-se ler:
“aos doze de Agosto de 1863, sepultou-se no Cemiterio SILVERIA MARIA cazada com ANDRE DE MENDONÇA RIBEIRO, que faleceo de hydropesia com settenta annos de idade; e para consta fiz este assento. O Pe Zeferino Baptista Carmo”
Inventário de Silvéria Ferreira de Santo Antônio disponível em Franca-SP (1863), Processo 342, Caixa 21.
Foram filhos de Silvéria Ferreira de Santo Antônio e André de Mendonça Ribeiro:
MARIA ANGÉLICA DE JESUS, nasceu aos 31 de dezembro de 1817 e foi batizada aos 8 de janeiro de 1818 na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos os avós maternos, o Alferes Heitor Ferreira de Barcellos e sua esposa Anna Angélica de Jesus, todos de Franca-SP. Ela se casou com Manoel Machado Denis, filho de Antonio Machado Diniz e de Thereza Ferreira de Meneses, aos 3 de abril de 1837 em Franca-SP.
JOÃO ANDRÉ DE MENDONÇA RIBEIRO, nasceu em fevereiro de 1819 e foi batizado aos 20 de março do mesmo ano na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos o Alferes Heitor Ferreira de Barcellos, casada, e Roza Maria, casada, todos de Franca-SP. Ele se casou com Anna Angélica da Silveira, filha de José de Paula e Silva e de Joaquina Ferreira de Jesus, aos 18 de outubro de 1843 em Franca-SP.
MANOEL DE MENDONÇA RIBEIRO (FRANCISCO DE MENDONÇA), irmão gêmeo de João acima, nasceu em fevereiro de 1819 e foi batizado aos 20 de março do mesmo ano na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos Ignácio José Rebello e sua mulher Thereza Maria de Sant’Anna, todos de Franca-SP. Ele se casou com Maria Joanna da Silveira, nascida por volta de 1833, filha de Zeferino de Paula Silveira e Rita Angélica de Jesus, aos 30 de janeiro de 1848 em Franca-SP. Ele teria falecido aos 22 de agosto de 1882 em Igarapava-SP.
ANNA ANGÉLICA DE JESUS, nasceu aos 23 de abril de 1820 e foi batizada no dia 21 de maio do mesmo ano na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos Joaquim de Paula e Silva e sua mulher Anna Roza de Jesus, todos de Franca-SP. Ela se casou com Joaquim de Paula e Silva, filho de Joaquim de Paula e Silva e de Anna Roza de Jesus, aos 14 de janeiro de 1835 na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP.
JOÃO, nasceu no dia 1 de março de 1822 e foi batizado no dia 11 do mesmo mês e ano na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos Manoel de Mendonça Ribeiro e sua mulher Maria Angélica, todos de Franca-SP.
ANDRÉ DE MENDONÇA RIBEIRO JÚNIOR, nasceu no dia 30 de novembro de 1824 e foi batizado aos 26 de dezembro do mesmo ano na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos José de Paula e Silva e sua mulher Joaquina Ferreira de Jesus, todos de Franca-SP. Ele se casou com Marianna Moreira da Assunção, filha de Ignácio Moreira de Souza e Luiza Perpétua da Assunção, aos 9 de janeiro de 1849, na igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP.
MARIA SILVERIA DE JESUS, nasceu aos 1 de setembro de 1827 e foi batizada aos 8 do mesmo mês e ano na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos Norberto de Mendonça Ribeiro e sua mulher Hipólita Ferreira de Barcellos, todos de Franca-SP. Ela se casou com João Marques dos Reis, filho de Francisco Marques dos Reis e de Maria Roza de Sant’Anna, aos 1 de novembro de 1843 em Franca-SP. Ela veio a falecer aos 7 de novembro de 1915 em Ipuã-SP.
ANTÔNIO FRANCISCO DE MENDONÇA, nasceu por volta de 1830. Ele se casou com a sobrinha por parte de mãe, Maria Joaquina dos Santos, filha de José de Paula e Silva e Joaquina Ferreira de Menezes, aos 8 de outubro de 1843 na Igreja Matriz de Cana Verde, atual Ribeirão Preto-SP. Ele teria se casado por uma segunda vez com Maria Cândida da Silveira, irmã da primeira esposa, em data e local desconhecidos.
JOAQUINA ROSA DO SANTO ANTÔNIO, nasceu no dia 15 de março de 1830 e foi batizada aos 30 do mesmo mês e ano na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos José de Barcellos Ferreira e sua mulher Constância Angélica da Silveira. Ela se casou com Heitor de Paula e Silva, filho de José de Paula e Silva e de Joaquina Ferreira de Jesus, aos 17 de janeiro de 1847 em Franca-SP.
JERONIMO DE MENDONÇA RIBEIRO, se casou com Rita Angélica da Silveira, nascida por volta de 1841, filha de Zeferino de Paula da Silveira e Rita Angélica de Jesus, aos 25 de julho 1855 em Franca-SP.
BERNARDINA SILVEIRA DE JESUS, se casou com Antônio de Paula e Silva, nascido por volta de 1836, filho de Zeferino de Paula da Silveira e Rita Angélica de Jesus, aos 25 de fevereiro de 1854 em Franca-SP.
SILVESTRE DE MENDONÇA RIBEIRO, nasceu aos 5 de março de 1841 e foi batizado no dia 25 do mesmo mês e ano na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos Silvestre Pontilho de Magalhães e sua mulher Maria Hipólita da Silveira. Ele se casou com Anna Angélica da Silveira, filha de José Bernardes Corrêa Rangel e Maria Lucinda da Silveira, aos 31 de agosto de 1865 em Igarapava-SP. Ele veio a falecer aos 9 de dezembro de 1909 em Uberlândia-SP.
Manoel de Mendonça Ribeiro e Maria Angélica de Jesus
Manoel de Mendonça Ribeiro nasceu por volta de 1785 e era natural da freguesia de São Bento do Tamanduá, atual Itapecerica-MG, como consta no registro de seu casamento. Entretanto, pode ser que seja natural da região de Candeias-MG, onde foram encontrados registro de batismo de dois de seus irmãos. Ele era filho de Theodósio de Mendonça Ribeiro e Rosa Maria de Jesus (Capítulo VI – Os Tetravós).
Ele se casou com Maria Angélica de Jesus, natural da freguesia de Santo Antônio da Casa Branca, e foi batizada aos 8 de maio de 1894 na capela de Nossa Senhora do Desterro, freguesia de Santo Antônio da Casa Branca, atual Glaura, Ouro Preto-MG. Ela era filha de Heitor Ferreira de Barcelos e Anna Angélica de Jesus (Capítulo VI – Os Tetravós). No seu registro67 de batismo, pode-se ler:
“Aos oito dias do mez de Mayo do anno de mil sette centos e noventa e quatro na Capela de Nossa Senhora do Desterro desta Freguezia de Santo Antonio da Villa de São Joseph Comarca do Rio das Mortes o Reverento Antonio Teixeira de Carvalho Capellão da dita Capella de minha licença baptizou e poz os Santos Oleos à MARIA innocente filha legitima de HEITOR FERREIRA DE BARCELLOS e de sua mulher ANNA ANGELICA DE JEZUS: forão padrinhos Jozeph Gerreira de Menezes e sua mulher Luciana Ferreira de Barcellos, tua da baptizada e todos moradores na applicação da dita Capella do que mandei fazer este assento que por virdade assignei. O Coador João Miz Lopez”
Assinatura de Maria Angélica de Jesus.
O casamento ocorreu aos 2 de agosto de 1812 na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP. No registro68 de casamento, pode-se ler:
“Aos dois do mez de Agosto de mil oito centos e doze annos nesta MAtriz da Franca as Cinco oras da tarde feitas as ordenações Canonicas sem resultar empedimento algum com Provisão do Reverendo Visitador Antonio Paes de Camargo em minha prezença se receberão em Matrimonio por palavras de prezente MANOEL DE MENDONÇA RIBEIRO, natural da Freguesia de Sam Bento de Tamanduha, Bispado de Marianna, filho legitimo de THEODOZIO DE MENDONÇA RIBEIRO e de ROZA MARIA DE JEZUS, e MARIA ANGELICA DE JEZUS, natural da Freguesia de Villa de Sam Joze do mesmo Bispado, filha legitima do Alferes HEITOR FERREIRA DE BARCELLOS, e de ANNA ANGÉLICA DE JEZUS, e logo lhes conferi as Bençoes nupciais na forma do Ritual Romano Foram testemunhas Antonio Vieira Velho e Januario Joze de Souza cazados todos desta freguezia. O Vigr.o Joaqm Miz Roiz”
Manoel de Mendonça Ribeiro veio a falecer no ano de 1862, quando foi iniciado o inventário e a partilha dos bens entre sua esposa e os filhos herdeiros. No inventário69, pode-se ler:
“A COMPLETAR”
E segue a descrição dos bens:
“A COMPLETAR”
E finalmente, a descrição dos pagamentos aos herdeiros:
“A COMPLETAR”
Inventário de Manoel de Mendonça Ribeiro disponível em Franca-SP (1862), Processo 00028, Caixa 0191.
Foram filhos de Maria Angélica de Jesus e Manoel de Mendonça Ribeiro:
“Aos doze dias do mes de junho de 1767 annos baptizei solenemente e pus os Santos olios a Mel […] filho de DOMOS LEME DE BRITO e MARIA DA CONCEIÇÃO sua mer nasceo aos 24 de Mayo do dito anno. Forão Padros Verissimo Frco Sa Sobno e […] mer do Guarda-Mor Miguel Nunez Bernardes moradores todos nesta fgza […] O Vigro Frnco […]”
Ele se casou primeiramente com Maria Francisca de Alvarenga, filha de Francisco Coelho de Oliveira e de Anna Maria de Alvarenga, natural da freguesia de Nossa Senhora dos Remédios, atual Paraty-RJ. O casamento foi celebrado na capela de Nossa Senhora da Conceição do Rio Verde, situada no atual município de Conceição do Rio Verde-MG, no dia 28 de novembro de 1792. No registro71 de casamento, pode-se ler:
“Aos vinte e oito dias do mes de Novembro, de mil, Sette centos, e noventa, e dois, na Capella de Nossa Senhora da Conceição do Rio Verde, filial desta Freguezia, Sendo pellas tres horas da tarde, e com provição do Reverendo Doutor Vigario da Vara desta Comarca, Sem se descobrir Empedimento algum Canonico, ahy, de Licença minha e na presença do Padre Manoel da Silva Barros e na das testemunhas Francisco Pimenta de Alvarenga e Domingos Lemes de Brito, receberão em frente da Igreja, e por palavras de presente, MANOEL CORREIA RANGEL, filho legitimo de DOMINGOS LEMES DE BRITO, e de MARIA DA CONCEIÇÃO SILVA, natural e Baptizado na freguezia de Nossa Senhora da Conceição da Aiuruoca, e MARIA FRANCISCA DE ALVARENGA, filha legitima de FRANCISCO COELHO DE OLIVEIRA e de ANNA MARIA DE ALVARENGA dos Remedios, da Villa de Paraty, Bispado do Rio de Janeiro. e Logo lhes conferio as benções nupciais conforme os Rittos da Santa Madre Igreja, como one comit por satidem, de que para constar mandey fazer este asento e asigney. O Vigr.o Domingos Lopez […]”
Não se sabe ao certo o que ocorreu, mas Manoel Corrêa Rangel acabou se casando novamente, desta vez com Maria Antônia do Sacramento, também viúva, nascida por volta de 1770, natural de Aiuruoca-MG e filha de Lourenço José de Andrade e Silva e de Úrsula Maria de Jesus (Capítulo VI – Os Tetravós). Isso indica que sua primeira esposa faleceu antes de 1800, sem que o casal tenha deixado filhos conhecidos até o momento.
Com relação ao primeiro casamento de Maria Antônia do Sacramento, ela uniu-se a José Joaquim do Rego Barros, filho de Cosme do Rego Barros Neto e de Maria Barbosa de Lima. A cerimônia foi realizada na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Montserrat de Baependi-MG, em 7 de junho de 1790. No registro72 de casamento, pode-se ler:
“Aos Sete diaz do mez de Junho de mil Sete Centos, e noventa, nesta Igreja Matriz de Nossa Senhora de Monserate de Barpendi, Sendo pelas trez horas da tarde ahi na minha presença e das testemunhas, comigo abaixo assinadas com Provizão do Reverendo Doutor Vigario da Vara desta Comarca depois de abilitados, por este Juizo Sem se descrobrir impedimento algum Canonico se receberão in facie […] e por palavras de prezente Alferez JOSÉ JOAQUIM DO REGO BARRROS, filho legitimo do Capitão COSME DO REGO BARROS e de D. Maria Antonia do Sacramento, digo, e de D. MARIA BARBOZA DE LIMA, natural e Baptizado na Freguezia de Aiuruoca, e D. MARIA ANTONIA DO SACRAMENTO, filha legitima de LOURENÇO JOSÉ DE ANDRADE E SILVA, e de URSULA MARIA DE JESUS, natural e Baptizada nesta mesma Freguezia e logo lhes conferio as benções nupciais tudo conforme os Ritos da Santa Madre Igreja e disposições do Sagrado Concilio Tridentino e Constituições deste Bispado, de que para constar fiz este assento. O Vigr.o Domingos Lopez de Martins.”
Foram filhos de Maria Antônia do Sacramento e José Joaquim do Rego Barros:
FRANCISCO DE PAULA BARROS, nasceu por volta de 1791. Ele se casou Maria Joaquin da Siqueira, filha do Alferes Romão Gonçalves Gil e Gervasia Nunes de Siqueira, aos 16 de fevereiro de 1813 na Igreja Matriz de N. S. da Conceição da Aiuruoca-MG. Ele veio a falecer aos 10 de junho de 1849 em Aiuruoca-MG.
HIPÓLITA JOAQUINA DO SACRAMENTO, se casou com Joaquim José Ferreira, filho de José Ferreira d’Andrade e de Theresa Maria Coelho, aos 25 de abril de 1811, em Aiuruoca-MG.
ESCOLÁSTICA JOAQUINA DO NASCIMENTO, se casou com Verissimo Plácido de Arantes Marques, filho de Antônio de Arantes Marques e de Ana da Cunha de Carvalho, aos 1 de dezembro de 1810 m Aiuruoca-MG.
GABRIEL DO REGO BARROS, nasceu por volta de 1795 e veio a falecer aos 10 de maio de 1869 em Batatais-SP.
SILVERIA MARIA DO SACRAMENTO, nasceu por volta de 1797. Ele se casou com Antonio Mendes de Carvalho, filho de Joaquim Mendes de Carvalho e de Maria Josefa de Carvalho, aos 26 de novembro de 1812 em Aiuruoca-MG. Ela veio a falecer aos 11 de novembro de 1855 em Aiuruoca-MG.
Com relação ao segundo casamento de ambos, Manoel Corrêa Rangel e Maria Antônia do Sacramento casaram-se em 15 de abril de 1800, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Aiuruoca-MG. No registro73 de casamento, pode-se ler:
“Aos quinze dias do mez de Abril de mil e oitocentos pelas nove horas manhã nesta Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Ayuruoca, onde os contrahentes e moradores, feitas as denunciações na forma do Sagrado Concilio Trindentino […] impedimento algum mais do que o de consanguinidade em terceiro grao em que forão dispençados, como consta da Provisão do Reverendo Doutor […] Alves Teixeira Jardim e […] e com palavras de presente et infacio […] a Alferes MANOEL CORREA RANGEL filho legitimo de DOMINGOS LEMES DE BRITO e de MARIA DA CONCEIÇÃO SILVA, natural e baptizado nesta freguezia de Ayuruoca, viuvo que ficou de MARIA FRANCISCA DE ALVARENGA, e Donna MARIA ANTONIA DO SACRAMENTO, viuva do Alferes JOSÉ JOAQUIM DE BARROS: e não receberão benções por serem viuvos: e que para constar fiz este asento que asignei. O Vigr.o Gabriela da Costa […]”
A partir do ano de 1811, Manoel Corrêa Rangel é mencionado em registros de batismo nos livros paroquiais da freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Aiuruoca-MG, referentes a pessoas escravizadas sob sua posse.
Em 1811, temos o registro de batismo de Eulalia, filha de Mathias e Genoveva. No registro74 de batismo, pode-se ler:
“Aos dois dias do mez de Junho do anno mil oito centos e onze nesta Matriz de nossa Senhora da Conceição d’Aiuruoca […] baptizou solenemente EULALIA, innocente […] filha legitima de Mathias Angola e Geneveva criola, escravos do Alferes MANOEL CORREA RANGEL […]”
No mesmo ano, temos o registro de batismo de Felicidade, filha de Joze e Thereza, originários de Angola. No registro75 de batismo, pode-se ler:
“Aos vinte dias […] do anno mil oito centos e onze nesta Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição dea Aiuruoca […] baptizou solenemente e pôz os Santos Oleos a FELICIDADE innocente filha legitima de JOZE e THEREZA Angola […] escravos do Alferes MANOEL CORREA RANGEL […]”
Maria Antônia do Sacramento veio a falecer de hidropisiacom 65 anos de idade, aos 1 de abril de 1835. Ela foi sepultada no cemitério de Franca-SP. No registro76 de óbito, pode-se ler:
“No primeiro de abril de mil oito centos e trinta sinco annos nesta Freguezia da Franca faleceo de hidropezia com todos os Sacramentos Dona MARIA ANTONIA DO SACRAMENTO de secenta sinco annos, cazada com Capitão MANOEL CORREIA RANGEL. Seu corpo envolto em panno preto jaz no Cemitério desta Matriz. feita a Encomenda’`ao competente. Fez testamento. O Vigr.o Manoel Coelho Vital”
Inventário de Maria Antônia do Sacramento disponível em Franca-SP (1835), Processo 13, Caixa 197.
Já Manoel Corrêa Rangel veio à falecer, por sua vez, após 1835, quando foi inventariante no inventário de sua esposa no dito ano.
Foram filhos de Maria Antônia do Sacramento e Manoel Corrêa Rangel:
MARIA, nasceu aos 27 de janeiro de 1804 e foi batizada aos 12 de fevereiro do mesmo ano na Igreja Matriz de N. S. da Conceição de Aiuruoca-MG. Foram padrinhos Francisco Pimenta de Alvarenga e sua mulher Maria Joaquina da Conceição, moradores na freguesia de Baependi.
ANTÔNIO CORRÊA RANGEL, foi batizado aos 2 de fevereiro de 1806 na Igreja Matriz de N. S. da Conceição de Aiuruoca-MG. Foram padrinhos o vigário Francisco de Abreu de Silva e Luciana de Souza Soares. No dito registro, consta o nome dos avós maternos e paternos.
AURELIANO CORRÊA RANGEL, nasceu por volta de 1808. Ele foi casado com Rita Vitória do Paraíso. Ele veio a falecer de gastrite aos 17 de agosto de 1876 em Bom Jesus da Cana Verde.
SILVEIRA CORRÊA RANGEL, foi batizado aos 10 de junho de 1810 na Igreja Matriz de N. S. da Conceição de Aiuruoca-MG. Foram padrinhos o Tenente Jeronimo de Arantes Marques e Marianna Antônia de Jesus, mulher do Capitão João de Souza Meireles.
JOAQUIM SILVERIO CORRÊA RANGEL, se casou com Balbina Roza Gloria (Osório do Sacramento), filha de Joaquim José Ferreira e de Hipólita Joaquina do Sacramento, aos 20 de outubro de 1834 na fazenda da Prata, situada na época na freguesia de Bom Jesus da Cana Verde. Ele veio a falecer de gastrite aos 12 de janeiro de 1877 em Batatais-MG.
MANOEL BERNARDES CORRÊA RANGEL, foi casado primeiramente com Maria Victoria do Paraíso e em segunda núpcias, com a sobrinha, Anna Gloria do Sacramento, filha de Joaquim Silverio Corrêa Rangel e Balbina Roza Gloria, no ano de 1859 na freguesia de Bom Jesus da Cana Verde, atual Batatais-SP.
Francisco de Paula Silveira e Lucinda Ferreira de Barcellos
Francisco de Paula Silveira foi batizado na capela de São Brás, atualmente Igreja Matriz de São Brás, localizada no município de São Brás do Suaçuí-MG. O batismo ocorreu em 9 de fevereiro de 1784, tendo o registro sido lavrado na freguesia de Congonhas do Campo, atual Congonhas-MG. Ele era filho de Francisco de Paula e Silva e Maria Joana da Silveira (Capítulo VI – Os Tetravós). No seu registro77 de batismo, pode-se ler:
“Aos nove dias do mez de Fevereiro de mil sete centos oitenta e quatro annos na Capella de São Braz filial das Congonhas do Campo baptizou solenemente o Reverendo Joze Antonio da Silva Leao em licença do Reverendo Parocho Francisco Vicente a FRANCISCO innocente filho legitimo de FRANCISCO DE PAULA E SILVA, e MARIA JOANA DA SILVEIRA, e poz os Santos Olios forão padrinhos Joaquim da Silva Leao e Dona Violante do Sacramento todos desta Freguesia e para constar mandei fazer este assento que asigno. O Coadjuntor Joze Affonso Bragança”
Francisco de Paula Silveira casou-se com Lucinda Ferreira de Barcellos, nascida por volta de 1785 e provavelmente natural da região de Congonhas-MG, filha de Heitor Ferreira de Barcelos e Anna Angélica de Jesus (Capítulo VI – Os Tetravós). Presume-se que o casamento tenha ocorrido nessa mesma região, possivelmente na Igreja de Nossa Senhora das Necessidades do Rio de Peixe, atual Piracema-MG, onde os registros de batismo dos primeiros filhos forma encontrados, embora o respectivo registro de casamento ainda não tenha sido localizado.
A freguesia de Nossa Senhora das Necessidade
Piracema, município mineiro, teve suas origens por volta de 1768 como um pequeno povoado chamado Vila da Conceição, ligado à freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Congonhas do Campo. Com o tempo, a localidade passou a ser conhecida como Rio do Peixe, nome inspirado em uma lenda local sobre a pesca de um grande surubim. Já existia no local uma capela dedicada a Nossa Senhora das Necessidades, que se tornou referência religiosa e social da comunidade.
Em 1832, a capela foi oficialmente subordinada à Matriz de Nossa Senhora do Bonfim e, mais tarde, em 1855, foi elevada à categoria de freguesia pela Lei Provincial nº 714. A devoção à padroeira impulsionou o crescimento da localidade, especialmente com a construção da atual Igreja Matriz de Nossa Senhora das Necessidades, situada no alto de um morro e visível de longe, decisão tomada por um dos fazendeiros que contribuíram para sua construção. A imagem da santa, presente desde os tempos coloniais, foi posteriormente tombada como patrimônio cultural municipal.
O nome “Piracema”, de origem tupi e que significa “subida dos peixes para desova”, foi adotado oficialmente após sugestão popular inspirada numa lata de sardinha. A proposta foi bem recebida pela comunidade, e o distrito foi emancipado como município em 12 de dezembro de 1953, herdando uma rica história religiosa, cultural e simbólica originada na antiga freguesia de Nossa Senhora das Necessidades.
Com base principalmente nos registros de batismo de seus filhos, é possível supor que o casal tenha se mudado (junto com os pais e irmãos) para a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP por volta de 1810, uma vez que, a partir desse ano, os batismos dos filhos passam a ser encontrados naquela localidade.
Francisco de Paula Silveira e a sua família aparecem no censo de 1824. Nele é informado que Francisco vivia como carpinteiro. No documento78, pode-se ler:
“FRANCISCO DE PAULA SILVRA | 42 | C | B | Vive de Carpinteiro Mer MARIA LUCINDA FERRA | 38 | C | B Fos Manoel | 18 | S | B Heitor | 14 | S | B Franca | 13 | S | B Joaquina | 11 | S | B Maria | 2 | S | B Esvos João Benga | 30 | S | N Domingos Cro | 10 | S | N Joanna Benga | 21 | S | N Rufina Cra | 30 | S | N Maria Cra | 14 | S | N”
A partir do ano de 1829, Francisco de Paula Silveira é mencionado em registros de casamento nos livros paroquiais da freguesia N. S. da Conceição de Franca-SP, referentes a pessoas escravizadas sob sua posse.
No dito ano, se casaram Joaquim e Delfina. No registro79 de casamento, pode-se ler:
“Aos dez de junho de mil oito centos e vinte nove annos nesta Matriz de Franca as onze horas do dia […] receberão em matrimonio JOAQUIM e DELFINA, pretos, escravos de FRANCISCO DE PAULA SILVEIRA […]”
No mesmo dia, celebrou-se também o casamento de Domingos e Eva. No registro79 de casamento, pode-se ler:
“Aos dez de Junho de mil oito centos e vinte e nove annos nesta Matriz de Franca as onze horas do dia […] receberão em matrimonio DOMINGOS e EVA, pretos, escravos de FRANCISCO DE PAULA SILVEIRA […]”
No ano de 1835, celebrou-se o casamento de José e Joana. No registro81 de casamento, pode-se ler:
“Aos vinte e dois de julho de mil oito centos e trinta e sinco annos nesta Matriz de Franca […] receberão em matrimonio JOZE e JOANNA, escravos de FRANCISCO DE PAULA SILVEIRA […]”
No ano de 1838, celebrou-se um outro casamento de Domingos, dessa vez com Angélica. No registro82 de casamento, pode-se ler:
“Aos vinte e nove de Abril de mil oito centos e trinta e oito nesta Matriz de Franca […] receberão em matrimonio DOMINGOS e ANGELICA, pretos Escravos de FRANCISCO DE PAULA SILVEIRA […]”
No ano de 1839, encontra-se um outro registro de casamento de Domingos, mas dessa vez com Maria. No registro83 de casamento, pode-se ler:
“Aos trinta de Abril de mil oito Centos e trinta e nove annos, nesta Matriz de Franca […] receberão em Matrimonio DOMINGOS e MARIA, pretos, Escravos de FRANCISCO DE PAULA SILVEIRA […]”
No ano de 1836, Lucinda Ferreira de Barcellos foi agraciada nos Autos de inventário amigável e em vida que fizeram os seus pais, Heitor Ferreira de Barcellos e Anna Angélica de Jesus, relativo a destinação de todos os bens do casal entre todos os seus herdeiros filhos e emancipados. Informações do inventário estão disponíveis aqui. A distribuição dos bens se daria 2 anos depois, em 1838, após a morte do pai.
Francisco de Paula Silveira veio de hidropisiacom idade de 74 anos (tendo nascido no ano de 1784, não poderia ter 78 anos, como informa o registro abaixo). Ele foi sepultado no cemitério de Igarapava-SP aos 20 de junho de 1858. No registro84 de sepultamento, pode-se ler:
“Aos vinte de Junho de mil oito centos e sincoenta e oito sepultou-se no Cemiterio desta Freguezia FRANCISCO DE PAULA SILVEIRA, cazado, que falleceo de hidropesia com settenta e oito annos de idade: e para constar faço este assento. O Pe Zefirino Baptista Carmo”
Inventário de Francisco de Paula Silveira disponível em Franca-SP (1858), Processo 00022, Caixa 0089.
Já Lucinda veio a falecer de moléstia crônica aos 29 de julho de 1863 em Igarapava-SP. No seu registro85 de sepultamento, pode-se ler:
“Aos vinte e nove de Julho de 1863 sepultou-se no Cemiterio LUCINDA FERREIRA DE BARCELLOS, viuva que falecêo de molestia chronica com settenta e oito annos de idade. E para constar faço este assento. O Pe Zefirino Baptista Carmo.”
Inventário de Lucinda Ferreira de Barcellos disponível em Franca-SP (1863), Processo 343, Caixa 21.
Foram filhos de Lucinda Ferreira de Barcellos e Francisco de Paula Silveira:
ANNA ANGÉLICA DA SILVEIRA, foi batizada aos 6 de fevereiro de 1806 na Igreja de Nossa Senhora das Necessidades do Rio do Peixe, atual Piracema-MG. Foram padrinhos Joaquim Gomes Pinheiro e Maria Joanna da Silva. Ela se casou com Antônio Ferreira Menezes, filho de José Ferreira Telles de Menezes e de Luciana Ferreira de Barcellos, aos 6 de maio de 1822 em Franca-SP.
MANOEL FERREIRA DA SILVA, foi batizado aos 14 de julho de 1807 na Igreja de Nossa Senhora das Necessidades do Rio do Peixe, atual Piracema-MG. Foram padrinhos por procuração, os avós maternos Heitor Ferreira de Barcellos e Anna Angélica de Jesus. Ele se casou com Maria Joaquina de Jesus, natural de Franca-SP, filha de Ambrósio Gonçalves Pinheiro e de Joaquina Ferreira de Menezes, aos 24 de fevereiro de 1835 em Franca-SP.
HEITOR DE PAULA SILVEIRA, nascido por volta de 1809 e muito provavelmente natural da freguesia do Rio do Peixe, atual Piracema-MG. Ele se casou com Cândida Felisbina de Arantes, filha Veríssimo Plácido de Arantes Marques e Escolástica Joaquina do Nascimento, aos 5 de outubro de 1831 em Franca-SP.
JOÃO, nasceu em outubro de 1811 e foi batizado aos 26 de dezembro de 1811 em Franca-SP. Foram padrinhos o Alferes Heitor Ferreira de Barcellos e sua mulher Anna Angélica de Jesus. Ele veio a falecer alguns meses depois, no dia 10 de abril de 1812 em Franca-SP.
JOSÉ FRANCISCO DE PAULA SILVEIRA, nascido por volta de 1817 e natural de Franca-SP. Ele se casou com Maria Joanna de Jesus, filha de Capitão José de Barcellos Ferreira e de Constância Angélica de Jesus, aos 9 de janeiro de 1848 na Igreja Matriz de N. S. da Conceição de Franca-SP.
JOAQUINA ANGÉLICA DA SILVEIRA, nasceu por volta de 1819 em Franca-SP. Ela se casou com João Machado da Silveira, natural de São José, Bispado de Mariana, filho de Antônio Machado da Silveira e de Anna Gertrudes da Conceição, aos 27 de abril de 1835 em Franca-SP.
JOÃO FRANCISCO DA SILVEIRA, nascido por volta de 1821 e natural de Franca-SP. Ele se casou com Maria das Neves, filha de Manoel de Mendonça Ribeiro e de Maria Angélica de Jesus, aos 29 de abril de 1838, em Franca-SP.
João Damasceno Branquinho e Joaquina Antônia da Silva
João Damasceno (Gomes) Branquinho nasceu por volta de 1778 e era natural de São João del Rei-MG, segundo consta em seu testamento. Infelizmente, o registro de seu batismo pode nunca ser localizado, pois o livro de batismos dessa freguesia, referente aos anos de 1774 a 1778, já não existe ou encontra-se perdido.
Ele era filho de José Joaquim Gomes Branquinho e de Maria Vitória dos Reis (Capítulo VI – Os Tetravós), conforme o próprio João afirma em seu testamento. Ele se casou com Joaquina Antônia da Silva, nascida por volta de 1790 e que seria filha de Elias Antônio da Silva Rezende e de Anna de Jesus Góes e Lara, informação essa ainda a ser validada.
O casal residiu na fazenda Boa Vista, situada no então território do município de Carmo da Cachoeira-MG, onde possuíam um oratório/ermida particular, no qual foram batizados vários de seus filhos, bem como filhos de pessoas próximas. Já em idade avançada, transferiram-se para a fazenda de Monte Alto, no município de Franca, São Paulo, onde viveram até os últimos anos de suas vidas.”
João Damasceno Branquinho veio a falecer aos 90 anos de idade, de moléstia crônica, no dia 28 de junho de 1868 em Franca-SP. No registro86 de óbito, pode-se ler:
“Aos vinte oito de Junho de mil oito centos e cessenta e oito annos nesta Freguesia de Franca faleceu de molestia cronica JOÃO DAMACIO BRANQUINHO (com todos os Sacramentos) de idade noventa annos, cazado com Dona JOAQUINA seu corpo envolto com pano preto jaz no Cemiterio e encomendado. “
Inventário de João Damasceno Branquinho disponível em Franca-SP (1868), Processo 00037, Caixa 0123.
Joaquina Antônia da Silva, por sua vez, veio a falecer dois anos depois de moléstia desconhecida, em Igarapava, no dia 30 de dezembro de 1870, com 80 anos de idade. No registro87 de sepultamento, pode-se ler:
“Aos trinta de Dezembro de 1870 sepultou-se no Cemiterio JOAQUINA, viuva do finado JOÃO DAMASCENO BRANQUINHO, que falleceo de molestia desconhecida na idade de oitenta annos. E para constar faço este assento. O Pe Carmo”
Inventário de Joaquina Antônia da Silva disponível em Franca-SP (1871), Processo 00010, Caixa 0148.
Foram filhos de Joaquina Antônia da Silva e João Damasceno Branquinho:
MARIA CANDIDA BRANQUINHO, foi batizada aos 14 de junho de 1818 na capela de São Bento do Campo Belo, atual Campo Belo-MG. Foram padrinhos o avô paterno, José Joaquim Gomes Branquinho e Anna de Jesus, por procuração que apresentou Maria Vitória dos Reis, avó paterna. Ela se casou com Antônio dos Reis e Silva, filho de Manoel dos Reis e Silva e de Mariana Vilela do Espírito Santo. Ela faleceu deixando testamento datado de 17 de maio de 1894, o qual foi aberto em 5 de julho de 1896, em Luminárias-MG. O inventário foi realizado em Lavras, em 11 de setembro do mesmo ano, pelo viúvo Antonio dos Reis e Silva, na Fazenda Morro Grande.
JOSÉ JOAQUIM BRANQUINHO, nascido por volta de 1819 na região de Lavras-MG. Ele se casou com Maria Luiza Alvares, nascida por volta de 1829, natural da região de Lavras-MG, filha do Alferes José Justiniano Branquinho e de Anna Luiza Alvares. O casamento ocorreu aos 16 de julho de 1843 em São Tomé das Letras-MG.
URBANA CAROLINA, foi batizada aos 25 de dezembro de 1823 na Ermida de São Domingos da Barra, atual Carmo da Cachoeira-MG. Foram padrinhos José Rodrigues Carneiro e Mafalda Carolina da Silva, por procuração que apresentou Claudina Marciliana Branquinho. Ela se casou com João Baptista Diniz Azevedo, filho do Capitão Jose de Souza Diniz e de Catarina Luisa Ferreira de Brito, aos 17 de junho de 1839 na Ermida localizada nas terras do pai, na região de Carmo da Cachoeira-MG. Ela se casou em segunda núpcias com Antônio Ignácio.
“Aos vinte de Abril de mil Sete centos e Settenta e douz na pia baptismal desta Matriz de Catas altas de licença minha o Pe Manoel Correia de Araújo […] baptizou e poz os Santos Oleos a JOZE parvulo filho de DOMINGOS RIBRO DOS SANTOS, e de sua mer MARIA JOANA DE VASCONCELLOS. Forão padrinhos José Fraco dos Santos e Anna dos Santos de Jesus de que fiz este assento dia era supra. O Vigr.o Manoel Mora de Figdo“
Ele se casou com Joanna Umbelina Rosa, que seria filha do português Theodósio Fernandes Arcos e de Maria de Brito da Conceição (Camargo) e teria sido batizada na capela de Nossa Senhora do Rosário do Sumidouro, atual Padre Viegas-MG, aos 25 de janeiro de 177089.
A fonte que traz todas essas informações informa que Joanna residiu em Rio Manso-MG na companhia de seu irmão, o padre Manuel Fernandes da Conceição, que se tornaria clérigo da dita localidade. Nesse período, chegou a se habilitar para casar-se com seu primo José Julião Dias de Camargo, mas, segundo o registro do cônego local, o matrimônio não chegou a se concretizar.
Anos mais tarde, seu irmão foi transferido para a freguesia do Inficionado, atual Santa Rita Durão-MG. Joanna o acompanhou mais uma vez e lá, casou-se com José Ribeiro dos Santos90. As informações acima, embora ainda careçam de comprovação por meio de documentação primária, mostram-se bastante plausíveis, pois, de fato, Joanna se casaria na freguesia do Inficionado com José.
O casamento foi realizado no dia 22 de agosto de 1795 ao meio-dia, na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré do Inficionado, atual Santa Rita Durão-MG. No registro91 de casamento, pode-se ler:
“Aos vinte dois de Agosto de mil Sette Centos e noventa e Sinco pelas doze horas do dia feitas as denunciações sem descobrir impedimento algum com Provisão do […] e com licença do Rdo Vigr.o Mel Joze Soares e o Rdo Conego Joaqm Cardozo de Calfragar recebeo em matrimonio a JOZE RIBEIRO DOS SANTOS e JOANNA UMBELINA ROZA lhes dei as benções nupciais sendo testemunhas […] e Franco Esteves […] O Coadjutor João Roiz Pimentel Jr”
José e sua família já se encontravam na região de Franca-SP no ano de 1824, quando são citados no censo92 realizado no dito ano na região:
“JOSÉ RIBRO DOS STOS | 55 | C | B | Agricultor Mer JOANNA AMBELINA ROZA | 50 | C | B Escos Joaquim Cro | 50 | C | N Joze Pardo | 30 | C | P João Cro | 30 | S | N Bento Cro | 30 | S | N Justino Cro | 28 | S | N Antonio Cro | 18 | S | N Abicalão Cro | 16 | S | N Miguel Cro | 8 | S | N Silverio Cro | 6 | S | N Cerilha Cra | 50 | V | N Joanna Anga| 40 | C | N”
Foram filhos de Joanna Umbelina Rosa e de José Ribeiro dos Santos:
RITA, criança exposta (pais desconhecidos) na casa do casal José Ribeiro dos Santos. A menina foi batizada aos 20 de novembro de 1807 na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Mariana-MG. Foram padrinhos ele, José Ribeiro dos Santos, e sua esposa, Joana Umbelina Roza.
Francisco de Paula e Silva e Maria Joana da Silveira
Francisco de Paula e Silva, Alferes, nasceu por volta de 1759 e era muito provavelmente natural da freguesia de Congonhas do Campo, atual Congonhas-MG. Ele seria filho de João Antônio da Silva e de Violante do Sacramento. Infelizmente, o seu inventário que será apresentado mais à frente não consta as informações sobre a sua filiação.
Ele se casou com Maria Joana da Silveira, nascida por volta de 1770, filha de Bartolomeu Gonçalves da Silveira e de Joanna Victoria de Jesus, como consta na transcrição do seu testamento disponível no seu inventário, iniciado no ano de 1857. No documento93, pode-se ler:
“[…] Declaro que sou natural da Villa de Sam Jozé Provincia de Minas Gerais, filha legitima de BARTHOLOMEU GONÇALVES DA SILVEIRA e JOANNA VICTORIA DE JESUS, já fallecidos […]”
Assinatura de Maria Joana da Silveira no inventário do marido, Francisco de Paula Silveira.
Francisco de Paula e Silva era proprietário de uma sesmaria94 com a dimensão de 3 léguas de testada por 1 de fundo, como pode-se ler lido abaixo:
“Francisco de Paula e Silva, da freguezia da Franca, termo de Mogy Mirim, três léguas de terras de testada e uma de fundo de sua fazenda denominada Capivary, principiando a testada no alto do capão sellado abaixo, a procurar a barra onde encontra o ribeirão do Inferno, pelo veio da água abaixo até encontrar com a sesmaria que pede José Machado da Silva e cortando a rumo direito até partir pelo espigão com o capitão Hyppolito Antonio Pinheiro e subindo pelo espigão acima até encontrar com uma vertente que reparte uma matta de Januário José de Souza, fechado o espigão do Capão Sellado. (L.S. Vol. IV, pg. 171).”
A partir do ano de 1842, Francisco de Paula e Silva é mencionado em registros de batismo e casamento nos livros paroquiais da freguesia Nossa Senhora da Conceição de Franca-SP, referentes a pessoas escravizadas sob sua posse.
No mes de junho do dito ano, tem-se o registro de casamento de Domingos e Magdalena. No registro95, pode-se ler:
“Aos vinte e qiatrp de Junho de ,o; potpcentos e quarenta e dous annos nesta Freguezia da Franca […] DOMINGOS, criolo, e MAGDALENA, Africana, Escravos de FRANCISCO DE PAULA E SILVA […]”
Francisco veio a falecer aos 13 de junho de 1816 em Franca-SP, vítima de reumatismo gotoso, sem deixar testamento. No registro96 de óbito, pode-se ler:
“Aos treze do mez de junho de mil oitocentos e dezaseis annos nesta Freguezia da Franca faleceu de Reumathismo gotozo com todos os Sacramentos FRANCISCO DE PAULA E SILVA de cincoenta e sette annos, cazado com MARIA JOANNA DA SILVEIRA. Seu corpo envolto em panno preto jaz nesta Matriz, feita a encomendação competente. Não fez Testamento. O Vigr.o Joaqm Miz Roiz”
Francisco de Paula e Silva teve seu inventário iniciado aos 23 de julho de 1816, tendo como inventariante sua esposa, Maria Joana da Silveira. No inventário97, pode-se ler:
“[…] Alferes FRANCISCO DE PAULA SILVA Inventariado D. MAROA JOANNA DA SILVEIRA Inventariante
Auto do Inventario que manda fazer o Juiz […] de Orfãos o Capitão joão Baptista Ferreira, a requerimento de Dona MARIA JOANNA DA SILVEIRA […] foi fallecido o seu Marido o Alferes FRANCISCO DE PAULA SILVA
Anno de Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oito centos e desaseis aos vinte e trez dias do mez de Julho do ditto anno, nesta paqueda denominada de Capivari, da Freguezia de Nossa Senhora da Conceição da Franca, Termo da Villa de São j/ozé de Mogi Mirim, Comarca de Salto de […] no lugar de rezidencia que forão o fallecido […] Alferes FRANCISCO DE PAULA SILVA […] ahi prezente Dona MARIA JOANNA DA SILVEIRA, mulher que foi do fallecido jaz seu marido o dicto Alferes FRANCISCO DE PAULA SILVA […] o inventário todos os ditos bens figo todos os bens que lhe tenhão ficado pendentes herança do fallecido seu Marido, attento o que logo lhe deferi juramento dos Santos Evangelhos em hum livro […] em que poz sua mão direita sob cargo do qual lhe encarreguei que bem haver […] inventário todos os bens que lhe trinha ficado por fallecimento do […] marido e assim como Dinhiero, Outo lavrado, Prata […] Dividas ao que se lhe ficarem […]
A COMPLETAR”
E segue o título dos herdeiros:
“[…] Titulo de Herdeiros 1- Joaquim Gomes Pinheiro por Cabeça de sua Mulher Maria Joanna da Silva 2- João Jozé de Oliveira por Cabeça de sua Mulher Anna Esméria da Silva 3- Vicente Gomes Pinheiro por Cabeça de sua Mulher Francisca Angélica da Silva 4- FRANCISCO DE PAULA SILVEIRA 5- Joaquim de Paula Silva 6- João Paulo da Silva
Continuando com o inventário, segue a descrição dos bens:
“A COMPLETAR”
Por fim, segue a partilha dos bens, mais precisamente o que ficou com a sua mulher, Maria Joana da Silveira:
“A COMPLETAR”
Maria Joana da Silveira, por sua vez, veio a falecer de incalhe (o que poderia indicar alguma obstrução interna) aos 9 de abril de 1856 e foi sepultada no cemitério de Franca-SP. No registro98 de óbito, pode-se ler:
“Aos nove de abril de mil oito centos e sincoenta e seis nesta Freguezia de Franca falleceo de Incalhe MARIA JOANNA idade de oitenta annos, em Caza de FRANCISCO DE PAULA E SILVA, seu corpo envolto em panno preto jaz no Cemiterio: feita a encomendação competente. O Vigr.o Joaqm Ferra Salles”
O registro de óbito menciona que teria 80 anos quando faleceu. Se isso fosse verdade, teria somente 8 anos quando teve o seu primeiro filho conhecido, em 1784. Portanto, é mais provável que a idade informada pelo vigário Joaquim Ferreira Salles não seja de fato precise, e sim, uma aproximação.
Inventário de Maria Joana da Silveira disponível em Franca-SP (1857), Processo 287, Caixa 18.
Foram filhos de Maria Joana da Silveira e de Francisco de Paula e Silva:
JOAQUIM DE PAULA E SILVA, foi batizado aos 9 de outubro de 1785 na capela de Nossa Senhora das Necessidades do Rio do Peixe, atual Piracema-MG. Foram padrinhos o Tenente José Antônio da Silva e Joanna Vitoria, viúva, todos da mesma freguesia. Ele se casou com Anna Rosa de Jesus, natural da vila de Pitangui, Bispado de Mariana, filha do Alferes Heitor Ferreira de Barcellos e de Anna Angélica de Jesus. O casamento foi celebrado na Matriz de Franca-SP aos 2 de agosto das 1812 às cinco horas da tarde.
MARIA JOANNA DA SILVA, foi batizada aos 6 de setembro de 1787 na capela de Nossa Senhora das Necessidades do Rio do Peixe, atual Piracema-MG. Foram padrinhos o Alferes João Reis da Costa e Maria Josefa da Silva, mulher do Capitão josé Antônio da Silva, todos da mesma freguesia. Ela se casou com Joaquim Gomes Pinheiro, filho do Capitão Hipólito Antônio Pinheiro e Rita Angélica do Sacramento, aos 11 de julho de 1805 na Igreja de N. S. das Necessidades do Rio do Peixe, atual Piracema-MG.
JOÃO PAULO DA SILVA, se casou primeiramente aos 5 de julho de 1814 na Igreja Matriz de Franca-SP com Rosa Maria de Viterbo, natural da Vila de São José, Bispado de Mariana, filha de Antonio Vieira Velho e de Rosa Maria de Viterbo. Rosa veio a falecer aos 6 de março de 1815 em Franca-SP. Após a morte da primeira esposa, João se casou com Anna Theodora de Jesus, natural de Ituverava-SP, filha de João José Pinto e Maria Roza de Jesus, aos 6 de fevereiro de 1833 na capela do Carmo, Franca-SP.
ANNA ESMÉRIA DA SILVA, foi batizada aos 15 de junho de 1792 capela de Nossa Senhora das Necessidades do Rio do Peixe, atual Piracema-MG. Foram padrinhos Manoel Machado da Silveira e Anna Esmeria, solteiros, filhos de Joanna Victoria, todos da mesma freguesia. Ela se casou com João José de Oliveira Pinto, filho de João de Souza Pinto e de Violante Candida de Oliveira aos 18 de junho de 1810 em Piracema-MG.
FRANCISCA ANGÉLICA DA SILVA, foi batizada aos 16 de março de 1794 na capela de N. S. da Conceição do Pará, atual Para de Minas-MG. Foram padrinhos Antônio Machado Rodrigues e sua mulher Luiza Inocencia do Amaral, moradores na freguesia de São José do Rio das Mortes, atual Tiradentes-MG. Ela se casou com Vicente Gomes Pinheiro, filho do Capitão Hipólito Antônio Pinheiro e Rita Angélica do Sacramento, aos 4 de agosto de 1814 em Franca-SP.
MANUEL DE PAULA SILVA, nasceu por volta de 1796, pois, tinha 20 anos no ano do inventário do pai, realizado em 1816. Ele se casou com Francisca Antônia Xavier, natural da Vila de São José, Bispado de Mariana, filha do Alferes José Ferreira de Menezes e de Lucianna Ferreira de Barcellos, aos 14 de abril de 1817 em Franca-SP.
THOMAZIA, nascida por volta de 1799, pois, tinha 17 anos no ano do inventário do pai, realizado em 1816.
JOSÉ DE PAULA SILVA, nasceu por volta de 1801, pois, tinha 15 anos no ano do inventário do pai, realizado em 1816. Ele se casou com Joaquina Ferreira de Jesus (de Menezes), filha de Heitor Ferreira de Barcellos e de Anna Angélica de Jesus, aos 23 de julho de 1821 em Franca-SP. Ele veio a falecer aos 12 de julho de 1875 em Igarapava-SP.
CONSTÂNCIA ANGÉLICA DA SILVEIRA (DE JESUS), nascida por volta de 1804, pois, tinha 12 anos no ano do inventário do pai, realizado em 1816. Ela se casou com José de Barcellos Ferreira, filho de Heitor Ferreira de Barcellos e de Anna Angélica de Jesus, aos 1 de novembro de 1822 em Franca-SP. Ela veio a falecer aos 26 de maio de 1847, em Franca-SP.
ANTÔNIO DE PAULA SILVA, nascido por volta de 1806, pois, tinha 10 anos no ano do inventário do pai, realizado em 1816. Ele se casou com Maria Jacinta de Menezes, filha de José Ferreira Telles de Menezes e de Luciana Ferreira de Barcellos, aos 24 de janeiro de 1824 em Franca-SP.
ZEFERINO DE PAULA SILVEIRA, nascido por volta de 1808, pois, tinha 8 anos no ano do inventário do pai, realizado em 1816. Ele se casou com Rita Angélica de Jesus, filha de Heitor Ferreira de Barcellos e de Anna Angélica de Jesus, aos 24 de setembro de 1826 em Franca-SP. Após a morte da primeira esposa, ele se casou com Maria Luiza Moreira, filha de Manoel Lucio Moreira e de Maria Umbelina da Silva, aos 10 de julho de 1843 em Franca-SP. Ele faleceu aos 15 de abril de 1867 em Franca-SP.
VIOLANTE, nasceu no mês de maio de 1811 e veio a falecer 2 meses depois, no dia 23 de julho do mesmo ano em Franca-SP.
Theodósio de Mendonça Ribeiro e Rosa Maria de Jesus
Theodósio de Mendonça Ribeiro, nascido por volta de 1763 e era natural de Minas Gerais. Ele seria filho de Antônio de Mendonça Ribeiro e Joanna Rosa. Essa afirmação se deve ao fato de ter-se encontrado um registro de batismo realizado na capela dos Cocais, atual Barão dos Cocais-MG, que ligaria Theodósio ao casal acima citado. Entretanto, ainda não foram encontrados outros registros que comprovem a sua suposta filiação. No registro99 de batismo, pode-se ler:
“Aos quatro de Janeyro de mil e settecentos e sicoenta e nove, na Capella de Sancta Anna dos Cocaes, filial desta Matriz de São João do Morro Grde, de Licença minha, o Padre Jose Lourenço Salles baptizou e pos os Santos oleos a THEODOZIO, filho legitimo de ANTONIO DE MENDONÇA RIBEYRO e de JOANNA ROSA; forão Padrinhos [….] Marinho e Maria da Conceycão, mulher de Bernardo [….] de Tavora, de q fiz este assento. O Vigr.o Mel Anto de […]”
Ele se casou com Rosa Maria de Jesus, nascida por volta de 1773 (tinha 50 anos em 1824) e natural de Minas Gerais. Infelizmente, não se sabe muito sobre ela, como parentesco, local de nascimento ou de batismo.
O casamento provavelmente ocorreu na região de Candeias-MG, onde o casal aparece em alguns registros como padrinhos de batismo, além de ser o local onde foi batizada sua única filha conhecida. Nos registros de casamento dos filhos, realizados em Franca-SP, consta que eles eram naturais da freguesia de São Bento do Tamanduá, atual Itapecerica-MG, à qual Candeias pertencia na época. Assim, é razoável concluir que o casal tenha se casado nessa região e vivido ali por algum tempo antes de migrarem definitivamente para Franca-SP, no início dos anos 1800.
Theodósio e sua esposa aparecem no censo realizado em 1823/1824, com todos os filhos e filhas casados, já que não são mencionados junto à eles no registro. No documento62, pode-se ler:
“THEODOZIO DE MENDONÇA RIBRO | 61 | C | B Mer ROZA MARIA | 50 | C | B Escos Joze Banga | 60 | C | N João Cro| 47 | S | N Julião Cro| 41 | S | N Clemente Cro| 30 | S | N Luiz Cro | 28 | S | N”
Rosa Maria de Jesus veio a falecer de hidropisia aos 16 de março de 1826, com idade de 64 anos em Franca-SP. No registro101 de óbito, pode-se ler:
“Aos dezaseis de Março de mil oito centos e vinte seis annos nesta Freguezia da Franca faleceo de hydropezia com todos os Sacrametnos ROZA MARIA DE JESUS de secenta e quatro annos cazada com THEODOZIO DE MENDONÇA RIBEIRO seu corpo envolto em panno preto jaz nesta Matris feita a Encommendação competente. Não fez testamento. O P. M. Coelho Vital”
Já Theodósio de Mendonça Ribeiro veio a falecer aos 27 de agosto de 1841, também em Franca-SP, de estupor, com idade de 88 anos (deveria ter em torno de 78 anos, já que no censo de 1824, tinha 60 e morreu 17 anos depois, em 1841). No registro102 de óbito, pode-se ler:
“Aos vinte e sete de Agosto de mil oito centos e quarenta e hum annos, nesta Freguezia da Franca, faleceo d’estupor sem sacramentos: THEODOZIO DE MENDONÇA RIBEIRO, de oitenta e oito annos, viuvo por obito de MARIA ROZA DE JESUS. Seu corpo envolto em panno preto, jaz no abro, feita a Encommendação competente. O Vigr.o Franco de Alvis Pinh […] Cintra”
Foram filhos de Rosa Maria de Jesus e Theodósio de Mendonça Ribeiro:
MARIA ROZA DE JESUS, foi batizada no ano de 1793 na capela de Nossa Senhora das Candeias, atual Candeias-MG. Foram padrinhos João José dos Santos e sua mulher Maria Ribeira dos Santos.
NORBERTO DE MENDONÇA RIBEIRO, se casou com Hipólita Ferreira de Barcellos, filha de Heitor Ferreira de Barcellos e de Anna Angélica de Jesus, aos 17 de fevereiro de 1824 em Franca-SP. Ele veio a falecer aos 1 de novembro de 1899 em Igarapava-SP.
Heitor Ferreira de Barcellos e Anna Angélica de Jesus
Ele se casou com Anna Maria de Jesus (de Menezes), nascida por volta de 1773 (tinha 50 em 1824) e natural de Minas Gerais. Era possivelmente filha do português, alferes José Telles de Menezes e de Eugênia Maria de São Joaquim (Capítulo VII – Os Pentavós). Essa hipótese baseia-se nos fatos seguintes: o casal teve uma filha chamada Anna; um de seus filhos, José Ferreira de Menezes, casou-se com Luciana Ferreira de Barcelos, irmã de Heitor; e, por fim, em diversos registros, Anna aparece utilizando o sobrenome Angélica de Menezes em lugar de Angélica de Jesus. No registro103 de batismo, pode-se ler:
“Aos quinze dias do mes de Setembro do anno de mil e sete centos e setenta nesta Matriz de Ouro Branco, baptizei e puz os Santos olios a ANNA, filha legitima de JOZÉ TELLES DE MENEZES naturalda freguezia de Sana Maria da Heja Comarca de penafiel, Bispado do Porto e de DELFINA EUGENIA MARIA DE SAM JOAQUIM naturaldesta freguezia nasceo a dita ANNA aos treze do mesmo mes de julho, foram padrinhos Manoel Dias de Souza e Dona Rita Duarte, mulher do Capitam Antonio Martins Lopez todos fregueses desta freguezia, de que fiz assento que assiney. O Vigr.o Mel Alz”
Assinatura de Heiro Ferreira de Barcellos e de sua esposa Anna Angélica de Jesus em 1836.
Após o casamento, Heitor e Anna viveram por alguns anos na região próxima ao atual município de Pitangui-MG, onde tiveram a maior parte de seus filhos. No início do século XIX, mais precisamente antes de 1806, o casal se transferiu para Franca-SP, onde tiveram outros filhos e filhas e onde a família permaneceu estabelecida nos anos seguintes.
Em 1824, Heitor e sua família são listados no censo realizado na freguesia de N. S. da Conceição de Franca-SP. No documento104, pode-se ler:
“Nome | Idade | Estado | Cor | Ocupações Alferes HEITOR FERRA DE BARCLOS | 53 | C | B | Agricultor Mer ANNA ANGELA DE JS | 50 | C | B Fos Rita | 13 | S | B Escros Francisco Cussange | C | N Custodio Cro | 50 | V | N Caetano Pardo | 40 | V | P Venancio Cro | 30 | C | N Antonio Congo | 20 | C | N Domingos Bang | 24 | S | N Joam Bang | 18 | S | N Joaquim Bang | 10 | S | N Miguel Bang | 20 | S | N Adão Cro | 7 | S | N Joaquina Bang | 50 | C | N Josefa Cong | 27 | C | N Marianna | 20 | C | N Felicia Parda | 40 | C | P Francisca Cra | 16 | S | N Izabel Parda | 3 | S | N Aggros José Ferra de Barcellos nal da Ges | 23 | C | B Mer Constancia da Sa | 20 | C | B Escros Faustino Cong | 16 | S | N Vitoria Cra | 15 | S | N Emerencianna Banga | 24 | S | N Mel Cro forro | 6- | C | N Rita Banga forra | 69 | C | N […]”
Heitor veio a falecer aos 3 de março de 1837 em Franca-SP, vítima de hidropisia. No registro105 de óbito, pode-se ler:
“Aos tres de março de mil oito centos e trinta e sete annos nesta Freguezia da Franca faleceo de Hydropezia com todos os Sacramentos HEITOR FERREIRA DE BARCELLOS, cazado com ANNA ANGELICA DE JESUS. seo Corpo envolto em pano preto, Jaz no Cemiterio desta Matriz, feita a Encomendação competente. O Vigr.o Camlo de Miz Nogra“
Inventário de Heitor Ferreira de Barcellos disponível em Franca-SP (1836), Processo 00111, Caixa 0007.
Já Anna Maria de Jesus veio a falecer de moléstia incógnita (desconhecida) aos 19 de novembro de 1850, também em Franca-SP. No registro106 de óbito, pode-se ler:
“Aos dezanove de Novembro de mil oito centos e cincoenta annos nesta Freguezia da Franca falleceo de molestia incognita com todos os Sacramentos ANNA ANGÉLICA DE JESUS de noventa annos viuva por obito de HEITOS FERREIRA DE BARCELLOS, seo corpo envolto em panno preto haz dentro desta Matriz feita a encomendação competente. O Vigr.o Antonio Lisboa Lima”
Inventário de Anna Angélica de Jesus disponível em Franca-SP (1850), Processo 223, Caixa 0015.
Foram filhos de Anna Angélica de Jesus e Heitor Ferreira de Barcellos (tiveram 15 filhos, dos quais pôde-se identificar somente os 12 seguintes):
CLAUDIO FERREIRA DE BARCELLOS, se casou com Rita Angélica de Jesus, filha de Francisco Rodrigues Nunes e de Maria Thereza de Jesus, aos 29 de agosto de 1822 em Franca-SP. Ele veio a falecer aos 6 de janeiro de 1853, em Igarapava-SP.
JOSÉ DE BARCELLOS FERREIRA, se casou com Constância Angélica da Silveira, filha de Francisco de Paula e Silva e de Maria Joana da Silveira, aos 1 de novembro de 1822 em Franca-SP.
ANSELMO FERREIRA DE BARCELLOS, foi batizado aos 19 de outubro de 1791 na capela de Nossa Senhora do Desterro, freguesia de Santo Antônio da Casa Branca, atual Glaura, Ouro Preto-MG. Foi padrinho Antônio Vieira Velho. Ele se casou com Rita Angélica do Sacramento, filha do Capitão Hipólito Antônio Pinheiro e de Rita Angélica do Sacramento, aos 26 de junho de 1816 em Franca-SP.
Anselmo foi protagonista de um dos eventos mais icônicos da história de Franca-SP. Durante a Regência do Brasil Imperial (1831–1840), Franca passava por intensas disputas políticas entre as antigas elites rurais, que tradicionalmente ocupava cargos judiciários, e os novos governantes, formados por comerciantes urbanos de perfil liberal, entre eles Manoel Rodrigues Pombo. Esses novos dirigentes, amparados pelo presidente da Província e pela Câmara eleita em 1836, afastaram figuras influentes como o Anselmo, Capitão e grande proprietário de terras, acirrando rivalidades.
Foi então que em 27 de outubro de 1838, Anselmo iniciou uma revolta em Franca-SP, à frente de cerca de 70 homens armados, atacou a residência do juiz de paz Manoel Rodrigues Pombo. Na ação, um morador foi assassinado, presos foram libertados e as autoridades locais depostas. Poucos dias depois, em 31 do mesmo mês, a população reagiu, tomou armas e reconduziu as autoridades ao poder, com apoio da Guarda Nacional. Tamanha violência explica a descrição de Anselmo pelos liberais da época: muitos o chamavam de “assassino afamado, um tigre no comando de malfeitores, degolando dezenas de vítimas”. O evento ficou conhecido como a Anselmada.
Por fim, e, não menos importante, em 1842, Anselmo dou parte de suas terras na Fazenda Vargem Alegre, situada ao lado da fazenda Cana Braba, para a construção da capela de Santa Rita do Paraíso, que deu origem a cidade de Igarapava-SP.
ANNA ROZA DE JESUS, era natural dos arredores de Pitangui-MG. Ela se casou com Joaquim de Paula Silva, filho do Alferes Francisco de Paula e Silva e de Maria Joana da Silveira, aos 2 de agosto de 1812, na Igreja Matriz de N. S. da Conceição de Franca-SP.
JOAQUINA FERREIRA DE JESUS (DE MENEZES), que foi casada com José de Paula Silva, filho de Francisco de Paula e Silva e de Maria Joana da Silveira, aos 23 de julho de 1821 em Franca-SP.
CANDIDA FERREIRA DE JESUS, natural da freguesia de Pitangui-MG. Ela foi casada com Simão Ferreira de Menezes, filho de José Ferreira de Menezes e de Luciana Ferreira de Barcellos, aos 23 de julho de 1821 em Franca-SP, mesmo dia do casamento de sua irmã Joaquina.
RITA ANGÉLICA DE JESUS, foi batizada aos 12 de fevereiro de 1806 na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos o Capitão Hipólito Antônio Pinheiro e sua mulher Rita Angélica do Sacramento. Ela se casou com Zeferino de Paula Silveira, filho de Francisco de Paula e Silva e Maria Joana da Silveira, aos 24 de setembro de 1826 em Franca-SP.
HIPOLITA FERREIRA DE BARCELLOS, foi batizada aos 27 de dezembro de 1807 na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos Antônio de Barcellos Ferreira e sua mulher Joaquina Francisca de Jesus. Ela se casou com Norberto de Mendonça Ribeiro, filho de Theodósio de Mendonça Ribeiro e Rosa Maria de Jesus, aos 17 de fevereiro de 1824 em Franca-SP. Veio a falecer aos 5 de março de 1857 em Franca-SP.
FRANCISCO, foi batizado aos 27 de junho 1813 na Igreja Matriz de N.S. da Conceição de Franca-SP. Foram padrinhos o Alferes Manoel Caetano de Menezes e sua mulher Luiza de Jesus Silva.
“Aos vinte e oito do mes de Novembro do anno de mil sette centos e trinta e coatro baptizou de minha Licença o Reverendo Padre Phelippe Teixeira […] cazolla do Bairro da lagoa, a MARIA, filha do […] ANTONIO DA SILVA e de sua mulher IGNES DE MORAES, Lhe pos os Santos oleos foram padrinhos o Capitam Joao Martins Ribeiro solteiro e Maria Pedrosa mulher do Guarda mor Narciso de Faria, todos fregueses desta freguesia e nella morarores e para constar fiz este acento. O Vigr.o Innocencio Araújo Menezes.
“[…] Aos vinte e um de janeiro de mil setecentos e quarenta e nove anos, na Capela de Nossa Senhora do Rozario, filial desta Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Aiuruoca, e na presença de mim o Padre João Monteiro com licença do Reverendo Vigario desta Freguesia o Padre João Machado Falcão, com banhos corridos na forma do Sagrado Concilio Tridentino e Constituição do Bispado, sem impedimento algum canônico, com Provisão do Muito Reverendo Doutor Manoel da Rosa Coutinho, Vigario da Vara desta Comarca do Rio das Mortes, pelas nove horas da manhã, depois de confessados e examinados da Doutrina Cristã se receberam solenemente por mulher e marido DOMINGOS LEME DE BRITO, natural e batizado na Freguesia de Santo Antonio da Vila de Guaratinguetá, Bispado de São Paulo, filho legitimo de ANDRÉ BERNARDES, já defunto, e de sua mulher MARGARIDA NUNES RANGEL, e MARIA DA CONCEIÇÃO, natural e batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Aiuruoca, filha legitima de ANTONIO DA SILVA, já defunto, e de sua mulher IGNES DE MORAIS, e lhes dei as bênçãos na forma da Santa Madre Igreja, sendo testemunhas Manoel da Fonseca e Costa, o Sargento Mor Domingos de Oliveira Castelo Branco, e cá o Padre João Monteiro, e para constar mandei fazer este termo que assinei. Era o que continha o dito Assento e nada e para constar faço esta Certidão que sendo necessário o juro in verbum sacerdotis. Hoje, Freguesia de Nossa Senhora da Conceição Aiuruoca, 17 de Fevereiro de 1749. O Vigário Francisco de Serqueira Campos. […]”
Lourenço José de Andrade e Silva e Úrsula Maria de Jesus.
“Aos dez dias do mez de Agosto de mil sete centos e trinta hum nesta Igreja de Nossa Senhora da Conceição das Carraquas, Rio grande, Baptizei a LOURENÇO, filho legitimo de MATHEUS LEME e de sua mulher MARIA DE JESUS do Sitio das Carranquas de Baixo e lhe puz os Santos oleos Forao Padrinhos o Capitão Mor João de Telle […], cazado, do Sitio do Rio Grande, e Izabel Fragoza, viuva do Sitio das Carranquas de baixo e que fiz este ascento que por verdade asigney. o Pe Joaqm Moreira […]”
“Aos sinco dias do mez de Maio […] de mil sete centos e quarenta dous annos nesta igreja baptizey a URSULA filha legitima de MANOEL MARTINS COVAS e de sua mulher MARIA DA SILVA e puz os Santos Oleos Forão Padrinhos Manoel de […] Marcelo […] todos […] nesta freguezia com o que fiz […] O Vigr.o Antonio […]”
🇵🇹 Domingos Ribeiro dos Santos e Maria Joana de Vasconcellos
Domingos Ribeiro dos Santos era natural da freguesia de São Salvador de Carregosa, Bispado de Coimbra, atual cidade de Carregosa, Aveiro, Portugal. Ele era filho de Domingos Ribeiro e Maria Ferreira.
Ele se casou com Maria Joana de Vasconcellos, natural da freguesia de Nossa Senhora de Nazaré do Inficionado, atual Santa Rita Durão-MG. Ela era filha de Cipriano de Vasconcellos e Antônia Maria de Jesus. O casamento foi celebrado na capela de São Francisco de Tapanhuacanga, atual Sabará-MG (a confirmar), aos 17 de novembro de 1766. No registro114 de casamento, pode-se ler:
“”
Foram filhos de Maria Joana de Vasconcellos e Domingos Ribeiro dos Santos:
ANTÔNIO, foi batizado aos 18 de janeiro de 1776 na capela de Nossa Senhora do Rosário do Turvo, em Santa Rita Durão-MG. Não são mencionados os padrinhos.
🇵🇹 José de Barcellos Ferreira e Anna Rosa de Jesus
A COMPLETAR
🇵🇹 José Telles de Menezes e Eugênia Maria de São Joaquim
A COMPLETAR
André Bernardes e Margarida Nunes Rangel
A COMPLETAR
Antônio da Silva e Ignes de Moraes
A COMPLETAR
Referências
Certidão de nascimento de Elfrida Ribeiro dos Santos. ↩︎
Certidão de Casamento de Lázaro Claudino da Costa e Elfrida Ribeiro dos Santos. ↩︎